12/06/2012

A Cidade de Tiro: Arqueologia e a Profecia

A cidade de Cartago.
“Assim diz o Senhor Deus: eu estou contra ti, ó Tiro, e farei subir contra ti muitas nações, como se o mar fizesse subir as suas ondas. Elas destruirão os seus muros, derrubarão as suas torres; eu varrerei o seu pó, e dela farei uma penha descalvada. No meio do mar virá a ser um enxugadouro de redes” (Ezequiel 26:3-5).

A profecia diz que subiriam muitas nações contra a cidade de Tiro. E a primeira nação a subir foi a Assíria, que ficava ao norte e tinha a sua capital em Nínive. Durante dois séculos os assírios subjugaram Tiro. Também foi atacada pelos babilónios que destruíram muitas cidades que estavam na costa do mar. Aos poucos, Tiro começou a enfraquecer. Nabucodonosor esteve envolvido em ataques contra o rei de Tiro durante 13 anos, mas durante todo este tempo não conseguiu capturar a cidade insular. Finalmente chegou a um acordo e Tiro aceitou submeter-se ao rei de Babilónia. Mas não seria com Babilónia a destruição de Tiro. Ainda teria que esperar alguns séculos para que a profecia fosse cumprida.

Tiro
Depois de Babilónia vieram os Persas. Em Esdras 3:7, menciona a ordem do rei da Pérsia, Ciro II, para que os habitantes de Tiro suprissem de madeira de cedro a reconstrução do templo em Jerusalém. Foi só em 332 AC que Alexandre e o seu exército vitorioso apareceram para confrontar Tiro. Mais uma vez a cidade orgulhosa e arrogante, confiando na sua posição quase inexpugnáveis, fechou os seus portões, contra o que parecia um pequeno exército. O cerco que se seguiu tornou-se um dos maiores feitos militares da história. Alexandre construiu um molhe para cruzar o pequeno estreito que separava a cidade do continente. Até hoje este molhe liga o continente à ilha onde estava situada a cidade de Tiro (tornando Tiro numa província). Foi através deste grande feito que Alexandre conseguiu lançar o ataque final, mediante o qual conquistou a cidade de Tiro. Assim a profecia de Ezequiel foi cumprida plenamente.
O cerco a Tiro
A grande e arrogante Tiro finalmente tornou-se um lugar para os pescadores secarem as suas redes. Hoje, nós encontramos apenas as marcas de uma civilização antiga, mas que no tempo do profeta Ezequiel estava com todo o poder e tinha orgulho de ser invencível. Junto às ruínas de Tiro, há uma pequena colónia de aproximadamente 14 mil pessoas, e as velhas ruínas são usadas pelos pescadores para secarem as redes.

Alexandre, o Grande construiu uma calçada durante o cerco à cidade, e a ilha tornou-se uma península, como dissemos acima. As escavações foram realizadas em dois locais em Tiro: al-Mina do sítio (ou site City) na parte sul da ilha anterior, e al-Bass local onde o istmo une o continente.
História Bíblica
Colunas no templo do deus Apolo.
O rei David contraiu com Hiram, o rei de Tiro, para o fornecimento de cedro do Líbano para o palácio de Davi e para o templo de Jerusalém (2 Samuel 5:11; 1 Rs 5:1). Ao segundo templo foi construído, Josué e Zorobabel também importado toras de cedro de Tiro e de Sidon (Esdras 3:7). Tiro foi objeto de longas oráculos de Isaías e Ezequiel profetas (Is 23, Ez 26-28), e foi um dos oito países condenados nos oráculos de abertura do profeta Amós (Amós 1:9-10).
O hipódromo ou circo romano, foi construído no século 2 dC, tinha 1.575 pés (480 m) de comprimento e 525 pés (160 m) de largura, tornando-o o segundo maior hipódromo, a seguir ao Circus Maximus, em Roma. Antes de escavação, o hipódromo estava soterrado a 6 m abaixo da superfície. A sua capacidade está estimada a 20.000 espectadores.




O Arco Monumental remonta ao século 2 dC e tem 65 pés (20 m) de altura. Sob o qual passa a principal estrada romana que conduz à cidade. A estrada era ladeada por uma linha de colunas, calçadas para pedestres, e um aqueduto com água transportada de Ras el-Ain no continente.

8 comentários:

  1. Não gostei da explicação.

    A profecia era bem clara que Nabucodonosor seria o destruidor, o que acabou não sendo.

    Além disso, na época de Ezequiel, a Assíria já não existia mais, a Babilônia já a tinha derrotada.

    Outra coisa importante é que o texto não cita Alexandre Magno como o destruidor, mas sempre cita Nabucodonosor.

    Não podemos tirar um texto do contexto. O contexto é que a destruição viria pelos babilônios e seus aliados. Quando tiramos o texto do contexto, criamos um pretexto para falarmos o que quisermos.

    Outra coisa importante é que em Ezequiel 29:18-19 diz: "Filho do homem, Nabucodonosor, rei de babilônia, fez com que o seu exército prestasse um grande serviço contra Tiro; toda a cabeça se tornou calva, e todo o ombro se pelou; e não houve paga de Tiro para ele, nem para o seu exército, pelo serviço que prestou contra ela.
    Portanto, assim diz o Senhor DEUS: Eis que eu darei a Nabucodonosor, rei de babilônia, a terra do Egito; e levará a sua multidão, e tomará o seu despojo, e roubará a sua presa, e isto será a recompensa para o seu exército."

    Esta profecia contra o Egito foi outra que também não se cumpriu, já que o Egito foi tomado por Cambises II, e não Nabucodonosor, no ano 525 a.C., isto é, 37 anos depois da morte de Nabucodonosor.

    Sobre Alexandre Magno, sabe-se que ficou de tal forma furioso com a resistência dos habitantes de Tiro e com a perda dos seus homens que destruiu meia cidade, isso mesmo, meia cidade e não toda. De acordo com Arriano, Tiro teve cerca de 8000 baixas enquanto que os macedónios perderam 400 guerreiros. Alexandre concedeu o perdão ao rei e família, e os 30.000 residentes e estrangeiros foram feitos escravos.

    Quero lembrar outra coisa, na época de Jesus Tiro estava em pé: "Outra vez, saindo Jesus das terras de Tiro, seguiu em direção ao mar da Galileia, passando por Sidom e atravessando a região de Decápolis." Mateus 7:31

    Se Tiro estava em pé, cai por terra a profecia que diz que Tiro nunca mais seria reconstruída.

    Até hoje Tiro existe e tem gente morando lá. A cidade moderna chama-se hoje de Sur, em árabe e turco, sendo que o seu nome significa "rocha".

    Isso são fatos. E contra fatos não há argumentos.

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  2. Sem dúvida, uma das maiores razões que temos para crer é o fato de Deus ter Se revelado numa coleção de livros especiais chamados Bíblia. Mas será que ela é mesmo confiável? Será que um livro tão antigo tem algo a dizer para as pessoas que vivem no século 21? Um dos aspectos surpreendentes da Bíblia são suas profecias perfeitamente cumpridas. Vamos dar apenas um exemplo entre tantos: a destruição anunciada da cidade de Tiro.

    Tiro era uma importante cidade situada em uma ilha que hoje está ligada ao continente por meio de um aterro. No tempo de Ezequiel (séc. VI a.C.), ela era o mais importante porto fenício. Jamais havia sido dominada por um rei estrangeiro. Nem Senaqueribe ou Assurbanipal, os maiores conquistadores da Assíria, conseguiram, de fato, anexá-la ao seu vasto império. Dizem os historiadores que a posição geográfica de Tiro era o que a tornava uma fortaleza praticamente inexpugnável. Não é por menos que o nome Tiro significa “rocha” ou “muralha petrificada”.

    Contrariando, no entanto, essa história de invencibilidade, o profeta Ezequiel revelou que Tiro seria capturada por um rei babilônico chamado Nabucodonosor (leia o capítulo 26, que foi escrito no ano 590 a.C.). Pelos registros históricos, isso se cumpriu quase literalmente. Quando a Babilônia tornou-se o grande opressor do Oriente Médio e Próximo, Tiro ainda resistiu por algum tempo aos ataques do exército inimigo. Mas o cerco prolongado logo fez com que a cidade acabasse caindo nas mãos de Nabucodonosor, que passou a ser o seu novo governante, em 574 a.C.

    Há, porém, um detalhe intrigante na profecia. Se você ler os versos 4 e 5 do mesmo capítulo, notará que ali está escrito que a cidade seria completamente destruída. Seus muros e torres cairiam e os pescadores estenderiam suas redes para secar em cima dos escombros que haveriam de sobrar. Num lado, parece que essa parte do oráculo teria falhado, pois, embora Nabucodonosor tenha invadido a cidade, ele ainda a manteve como um importante porto durante o seu governo. E assim Tiro permaneceu ainda poderosa por mais uns 250 anos.

    Até que surge em cena o império macedônico e com ele Alexandre, o Grande, que veio terminar o que Nabudocodonor havia começado. Construindo um aterro que ia do continente à ilha, Alexandre e seus homens atingiram os portões da cidade. O povo, no entanto, desdenhou do pequeno exército, confiando novamente na firmeza de seus muros e na segurança dos portões. Porém, não demorou muito para que os muros fossem destruídos e a cidade fosse completamente arrasada. O resultado disso? Os macedônios literalmente fizeram o que está escrito no verso 12. Roubaram as riquezas e mercadorias e ainda derrubaram as muralhas e casas luxuosas. O que sobrou de pedras e entulhos, eles jogaram no mar, aumentando ainda mais o aterro construído.

    Até hoje existe esse aterro feito por Alexandre e seus homens, unindo a velha ilha ao continente. O local tornou-se uma desolada península que abriga pequenas vilas de pescadores. Aliás, para os habitantes da região a pesca ainda é uma das grandes fontes de renda. Por isso, é comum encontrar nas encostas do aterro, pescadores que ali põem suas redes para secar ao sol – exatamente como havia sido profetizado há mais de 2.500 anos!

    Assim, fora as partes encrostadas no aterro, pouco ou quase nada existe da antiga Tiro. Até mesmo os arqueólogos têm dificuldades de escavar as ruínas do que sobrou da cidade, pois seus alicerces encontram-se há milênios soterrados embaixo de outras construções do período grego, romano, bizantino e atual. De fato, Ezequiel sabia o que estava dizendo! Pena que Tiro não deu importância à solene advertência.

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    1. De acordo com a profecia feita por Ezequiel, a cidade de Tiro (sua parte continental) seria arrasada (Ez 26:8 ), lançada no mar (Ez 26:12) e suas muralhas iriam se tornar uma penha que serviria de enxugadouro de redes para os pescadores (Ez (26:-45). Anos mais tarde, em 573 A.C., Nabucodonosor II cercou a cidade por 13 anos e depois a tomou, destruindo‑a.

      Porém a cidade era, na verdade, dividida em duas: uma maior no continente (conhecida pelos gregos como Antiga Tiro), e outra fortificada numa ilha (também chamada de Tiro pelos gregos) defronte à cidade continental. Nabucodonosor conseguiu tomar e destruir a cidade no continente, mas não a cidade fortificada na ilha. Até aí, a profecia havia se cumprido somente em parte.

      Cerca de duzentos anos mais tarde, em 332 A.C., Alexandre, o Grande, atacou a cidade fortificada e, para chegar até ela, fez com que os soldados lançassem ao mar os escombros das muralhas da cidade continental destruída por Nabucodonosor, fazendo, assim, um caminho ligando o continente à ilha. O que não era possível fazer com seus navios, Alexandre conseguiu construindo este istmo sobre o qual seu exército podia passar. Esse caminho de pedras nos séculos seguintes passou a ser usado pelos pescadores da região para enxugadouro de redes.

      https://noticias.terra.com.br/ciencia/antiga-cidade-de-tiro-no-libano-comeca-a-revelar-seus-segredos,38336c3feb44b87c51a923115d775c11xlrs4pt0.html

      Como pode ver até pela foto, Tiro antiga não existe mais, nem mesmo a ilha, ficaram algumas poucas ruínas. O que agora se chama de Tiro, nem de longe lembra a cidade quase invencível cidade antiga.

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