Damascus.A stone paste tile, the background painted in underglaze cobalt-blue. The design showing a spray of foliage with branches terminating in various flower heads including a tulip and carnations painted in turquoise, green and manganese purple. A bird, painted in blue and manganese purple sits on a white carnation. Remnants of a painted border run vertically down the right edge. 18th century. 9.5 x 8.5in. {24.2 x 21.6 cm.}
Damascus.A stone paste rectangular border tile. A large intamani design in white, sage green and manganese purple against a blue ground dominates the whole tile. A thin turquoise border runs along each of the longer edges.Late 16th. century.5 x 9 in. {12.7 x 22.8 cm.}

Damascus. A square, stone paste tile. The design, a tulip head with a dot motif set among saz leaves and other foliage, painted in cobalt blue, turquoise, manganese purple and apple green with thin black outlines on a white ground. 16th century9.1x 9.2 in. {23 x 23.1 cm.}

Egypt or Syria.A stone paste squared-off hexagonal tile, the white ground painted in black with two intersecting triangles to form a six-pointed star. The six triangles between the points of the stars are filled with bands of triple lines interspersed with tight scrolls. All around a central flower surrounded by a wreath of leaves and tendrils. Early 15th century.6 x 6.75 in.{15.2 x 17.2 cm.}

Egypt or Syria.Stone paste squared-off hexagonal tile. The off-white ground is painted in black with two intersecting triangles to form a six-pointed star, with subsidiary floral motifs. The unusual central motif, also painted in blue, is a Chinese inspired phoenix set amongst tendrils.15th century.5.75 x 6.6 in. {14.6 x 16.7 cm.}

Ottoman Turkey or Syria.A stone paste tile, the very pale green ground decorated in underglaze cobalt-blue, turquoise and bole red with lotus heads midway on each side all around a central pair of swirled saz leaves.First half of the 16thcentury9.8 x 9.9 in. {25.1 x 25.2 cm.}

Egypt or Syria.A stone paste squared-off hexagonal tile painted in underglaze cobalt-blue. A Chinese inspired foliate design showing two leaf-like elements on either side of a sweeping upward tendril that terminates in a spray of foliage. All these elements are interspersed with acquatic tendrils.15th century 5.75 x 7 in. {12.7 x 22.8 cm.}

Egypt or Syria.Stone paste hexagonal tile. The off-white ground painted with two intersecting triangles to form a six-pointed star with subsidiary dot and vine motifs. The center having a Chinese inspired flower design surrounded by scroll and vine.Early 15th century7.5 in. diameter {19 cm.}

Damascus, SyriaA stone paste tile, the design painted with an underglaze of cobalt blue, turquoise and olive green. A central cartouche enclosed within a shield-like element surrounded by arabesques, the whole enclosed within a wreath of white flowers. 17th century8.5 x 8.5 in. {21.6 x 21.6 cm.}

Damascus, SyriaStone paste border tile. The white ground painted with a vigorous chintamani design in blue, green and turquoise. This tile also has a border line to an inner panel.16th/17th century5.15 x 9.25 in. {13 x 23.7 cm.}

Ottoman Turkey. Iznik tile with underglaze-painted stencilled designs in blue and turquoise. The style is associated with tiles on the facade of the Circumcision chamber at Topkapi Saray. Mid 16th century.6.75 x 8.5 in. {21.6 x 17.2 cm.}

Damascus, Syria A stone paste tile. The design of four floral motifs in opposing corners, painted on a white ground in cobalt-blue, turquoise, green and lavender and joined in the center with a rosette.18th century.9 x 9 in. {22.9 x 22.9 cm.}

Damascus, SyriaA stone paste tile, the white ground painted in cobalt-blue. black and turquoise with a lattice of split palmettes and arabesques overlaid by a similar arrangement of flower-heads and palmette vine.mid 16th century11.75 x 10.5 in. {30 x 26.5 cm.}



Ao fim de 35 anos de trabalho, o arqueólogo israelita Ehud Netzer, do Instituto de Arqueologia da Universidade Hebraica de Jerusalém, realizou o sonho de uma vida: descobriu e acaba de revelar ao Mundo o mausoléu que encerra o túmulo do rei Herodes, nascido em 73 a. C. e falecido no ano 4 a. C.

Ehud Netzer

Construído numa montanha rochosa – o Monte Heródio –, o mausoléu fica a 15 quilómetros de Jerusalém, às portas do deserto, integra-se num complexo monumentístico impressionante e só é acessível graças a um grande lanço de escadas (de seis metros e meio de largura), mandado construir propositadamente para o cortejo fúnebre do rei.

Claro que, ao longo dos anos, o local foi sistematicamente pilhado (sobretudo durante o primeiro século da era cristã, por grupos de judeus revoltados contra a ocupação romana) e ontem aquilo que Netzer apresentou ao Mundo foram centenas de pedaços do que teria sido, em tempos, um sarcófago esplendoroso. Ainda assim, nada consegue diminuir a felicidade deste homem que começou a interessar-se por Herodes na década de 60 e que iniciou este processo arqueológico em 1972, alertado por um livro do historiador judaico-romano Flavio Josefo.As investigações começaram inicialmente numa escala muito modesta e, ao longo dos anos, sofreram vários revezes. Na década de 80, os trabalhos tiveram de parar por causa da Intifada. Retomados em 1997, tiveram nova paragem em 2000, recomeçando em 2005. Actualmente, Netzer é um dos maiores especialistas mundiais em arquitectura do período de Herodes, rei nomeado pelos romanos para governar a Judeia entre 37 a 4 a.C. e que se lançou num ambicioso programa de construções monumentais com vista a perpetuar o seu nome.

UM REI QUE FICOU NA HISTÓRIAResponsável pela construção das cidades de Cesareia e Sebastia, pelas fortalezas de Heródio e Massada e pela reconstrução do Templo de Jerusalém, Herodes decidiu fazer-se enterrar em Heródio por razões sentimentais: teve um acidente aparatoso no local, mas saiu praticamente incólume dos destroços. Mais de dois mil anos após a sua morte, Netzer descobriu, no meio das ruínas de Heródio, um belíssimo sarcófago de dois metros e meio de comprimento, construído em calcário avermelhado e decorado com rosetas. Segundo o especialista, só pode ser o túmulo do monarca. “É um sarcófago que não se encontra facilmente: é muito especial”, garantiu, em conferência.



A História tem calado muitos críticos da Bíblia. A redacção do Pentateuco (os primeiros cinco livros da Bíblia) por Moisés é um bom exemplo. Afirmava-se que a invenção do alfabeto tinha sido feita pelos séculos XII ou XI a.C. Isso era apresentado como um argumento para “provar” que Moisés não podia ter escrito o Pentateuco, visto que no seu tempo ainda não se tinha inventado a arte de escrever. No entanto, escavações arqueológicas em Ur, na antiga Caldéia, vieram comprovar que Abraão era cidadão de uma metrópole altamente civilizada. Nas escolas de Ur, os meninos aprendiam leitura, escrita, Aritmética e Geografia. Três alfabetos foram descobertos: junto do Sinai, em Biblos e em Ras Shamra, que muito anteriores ao tempo de Moisés (1500 a.C.).Estudiosos recentemente argumentaram que Moisés escolheu a escrita fonética para escrever o Pentateuco. O arqueólogo William F. Albright datou essa escrita como sendo do início do século XV a.C. (tempo de Moisés). O interessante é notar que essa escrita foi encontrada no lugar onde Moisés recebeu a incumbência de escrever os livros (Êxodo 17:14). Vejamos o que disse Merryl Unger sobre a escrita do Antigo Testamento: “A coisa importante é que Deus tinha uma língua alfabética simples, pronta para registar a divina revelação, em vez do difícil e incómodo cuneiforme de Babilónia e Assíria, ou o complexo hieróglifo do Egipto.”
Se o alfabeto tivesse sido realmente inventado pelos fenícios, cuja existência foi posterior a Moisés, e se as escritas anteriores – hieroglífica e cuneiforme – foram apenas decifradas no século passado, como poderia Moisés ter escrito aqueles livros? Se o tivesse feito, só poderia fazê-lo em hieróglifos, língua na qual a própria Bíblia diz que Moisés era perito (Actos 7:22) e, nesse caso, o Antigo Testamento teria ficado desconhecido até o século passado, quando o francês Champollion decifrou os hieróglifos egípcios. Acontece que, no princípio do século XX, nos anos 1904 e 1905, escavações na península do Sinai levaram à descoberta de uma escrita muito mais simples que a hieroglífica, e era alfabética! Com essa descoberta, a origem do alfabeto transportou-se da época dos fenícios para a dos seus antecessores, séculos antes, os cananitas, que viveram no tempo de Moisés e antes dele. Portanto, foram estes antepassados dos fenícios que simplificaram a escrita. E passaram a usar o alfabeto em lugar dos hieróglifos, isto é, sinais que representam sons ao invés de sinais que representam ideias. Moisés, tendo vivido 40 anos numa região (Midiã) onde essa escrita era conhecida, viu nela a escrita do futuro, e passou a usá-la por duas grandes razões: (1) a impressão grandiosa que teve de usar uma língua alfabética para os seus escritos e que se compunha de apenas 22 sinais bastante simples comparados com os ideográficos que aprendera nas escolas do Egipto; (2) Moisés compreendeu que estava a escrever para o seu próprio povo, cuja origem era semita como a dos habitantes da terra onde estava a viver, e que não eram versados em hieróglifos por causa da condição de escravos a que estavam submetidos.Graças a tudo isso, a Bíblia pôde exercer grande e positiva influência na história da humanidade. E pode ter influência sobre você também. Já leu a sua Bíblia hoje?



Já ouviu aquela música que diz: “Eu quero ser, Senhor amado, como um vaso nas mãos do oleiro”? É realmente uma linda canção, não é? A letra está baseada num texto de Isaías 64:8, que diz: “Mas agora, ó Senhor, Tu és o nosso Pai; nós o barro, e Tu o nosso oleiro; e todos nós obra das Tuas mãos.”O oleiro era justamente o artesão que fabricava jarros, vasos e outros artefactos de barro. Ele rodava a argila numa espécie de disco de madeira e habilmente dava a forma à peça com mãos hábeis. Se o resultado final não fosse bom, ele amassava de novo o barro e começava tudo de novo até ficar com a forma desejada. Somente então, ele colocava a peça para secar ao sol ou em fornos, para depois ser vendida no mercado. Nos tempos bíblicos, os vasos de argila eram bastante usados pelas pessoas em geral. Eram essenciais para os trabalhos do dia-a-dia. Cacos de antigos vasos são o que mais se encontram nas escavações arqueológicas das terras bíblicas. Muitos deles eram enterrados no chão das casas e serviam como uma espécie de silo onde o trigo e os grãos poderiam ser conservados sem se estragarem.
Uma vez que a cor e o formato das cerâmicas mudavam periodicamente, os vasos (ainda que quebrados) tornam-se muito úteis para o arqueólogo estabelecer a data de um sítio. Ou seja, pelo tipo de vasos encontrados numa casa, dá para saber o período aproximado em que determinada família ocupou aquele lugar. Povos antigos também usavam os vasos para tirar água das cisternas e levar para casa, onde era conservada a uma temperatura adequada. Aliás, ainda hoje algumas famílias de beduínos (grupo de pessoas que moram no deserto) conservam o costume de guardar alimentos e água em grandes vasos de barro. Eu mesmo já tive a oportunidade de ficar num acampamento de beduínos no deserto de Bayuda (que faz parte do Saara) onde havia vários vasos de barro que conservavam os alimentos. Apesar do calor, a água que me serviam era fria e agradável. Parecia até que tinha ficado por alguns minutos no frigorífico...Os vasos também permitiam aos antigos conservar o vinho e óleo que, enterrados no chão, mantinham uma temperatura fresca fazendo com que o conteúdo não ficasse morno devido ao intenso calor. Agora que sabe a importância do vaso para o dia-a-dia dos povos antigos pode compreender razão da Bíblia comparar a nossa vida a um vaso que sai das mãos do oleiro. Deus, é o nosso Oleiro, fez-nos com muito carinho. Ele modela-nos a cada dia da nossa vida e nos pede para sermos como um bom vaso de barro, armazenando no nosso interior as águas do amor de Cristo. Rodrigo Silva é professor de Novo Testamento no Centro Universitário Adventista e especialista em Arqueologia.



A velha questão para determinar o que é facto e o que é lenda nos textos bíblicos acaba de passar por mais uma reviravolta - e quem saiu a ganhar foi o glorioso reino de Salomão, filho de David, que teria governou os israelitas há 3.000 anos. Escavações na Jordânia sugerem que a extracção de cobre em escala industrial no antigo reino de Edom – região que, segundo a Bíblia, teria sido vassala dos reis de Israel – coincide, com o auge do governo do filho de David. Por outras palavras: as célebres "minas do rei Salomão" podem ter existido do outro lado do rio Jordão.A pesquisa, coordenada pelo arqueólogo Thomas E. Levy, da Universidade da Califórnia em San Diego, está na prestigiada Revista científica americana PNAS, e confrontam de forma coerente os que duvidam da existência de uma monarquia poderosa em Jerusalém durante o século 10 a.C. Segundo esses pesquisadores, como Israel Finkelstein [arqueólogo ateu, figura sempre presente nas páginas da Superinteressante e da Galileu], da Universidade de Tel Aviv, tanto a região de Jerusalém como a área de Edom, onde as minas foram encontradas, eram habitadas por aldeões e pastores nómadas nessa época. O surgimento de reinos politicamente bem organizados e capazes de empreendimentos de larga escala só teria sido possível 200 anos mais tarde.Levy discorda. "O que nós mostramos de forma definitiva é a produção de metal em larga escala e a presença de sociedades complexas, que podemos chamar de reino ou Estado arcaico, nos séculos 10 a.C. e 9 a.C. em Edom. Trabalhos anteriores afirmavam que o que a Bíblia dizia a este respeito era um mito. Os nossos dados mostram definitivamente que a história de Edom no começo da Idade do Ferro precisa ser investigada usando métodos científicos", declarou o arqueólogo ao G1. A região escavada por Levy e os seus colegas na Jordânia é uma suspeita antiga de ter abrigado as famosas minas salomónicas. Nos anos 1940, o arqueólogo americano Nelson Glueck já defendia esta ideia. No entanto, foi só com as escavações em larga escala no sítio de Khirbat en-Nahas (em árabe, "as ruínas de cobre"), ao sul do Mar Morto, que esta actividade ficou clarificada. Estima-se que, só em detritos da extracção do minério, existam no local entre 50 mil e 60 mil toneladas de detritos.
Numa escavação iniciada em 2006, Levy e os seus colegas conseguiram descer cerca de 6 m e montaram um quadro em alta resolução da história de Khirbat en-Nahas. A ocupação começa com uma estrutura rectangular de pedra, com protuberâncias ou "chifres". "Pode ter sido um altar", conta o arqueólogo – esses "chifres" eram usados como plataforma para besuntar o sangue dos animais sacrificados na antiga Palestina. Acima dessa estrutura, pelo menos duas grandes fases de extracção de cobre estão documentadas, com paredes de pedra que serviam como instalação industrial. Uma das formas de datar a actividade da extracção do minério é a presença de artefactos egípcios – um escaravelho e um colar – que aparentemente datam da época dos faraós Siamun e Shesonq (chamado de Sisac na Bíblia) – o século 10 a.C. Mas os pesquisadores também usaram o método do carbono 14 para estimar directamente a idade de restos de madeira usados para derreter o minério e extrair o cobre. Qual foi a conclusão? O mais provável é que a actividade industrial na área tenha começado em 950 a.C., data equivalente ao auge do reinado de Salomão, e terminado por volta do ano 840 a.C. E não é só isso: escavações numa fortaleza próxima também sugerem uma construção na era salomónica, durante o século 10 a.C. Segundo o relato bíblico, Salomão usou vastas quantidades de bronze (cuja matéria-prima, juntamente com a do estanho, era o cobre) na construção do templo de Jerusalém. Também teria continuado o domínio estabelecido por seu pai David sobre Edom e financiado uma frota de navios mercantes que saíam do litoral edomita em busca de produtos de luxo. Levy diz que os dados obtidos em Khirbat en-Nahas são compatíveis com o quadro do Antigo Testamento, mas mostra cautela. "Se as actividades lá podem ser atribuídas ao controle da produção de metal pela Monarquia Unida israelita, pelos edomitas ou por uma combinação de ambos, ou até por um outro grupo, é algo que a nossa equipa na Jordânia ainda está a investigar", realça ele. A pedido do G1, o arqueólogo Israel Finkelstein comentou o estudo na PNAS e fez duras críticas [o que se podia esperar dele?]. Para começar, Finkelstein não reconhece a região de Khirbat en-Nahas como parte do antigo reino de Edom, porque o sítio fica nas terras baixas jordanas, e não no planalto do além-Jordão."Na época em que Nahas está activa, não há um único sítio arqueológico no planalto de Edom, que só passa a ser ocupado nos séculos 8 a.C. e 7 a.C.", diz o pesquisador israelita. "Os trabalhos de minério em Nahas não tem a ver com o povoamento de Edom, mas com o do vale de Bersabéia [parte do reino israelita de Judá], que fica a oeste, ao longo das estradas pelas quais o cobre era transportado até o Mediterrâneo", afirma.Finkelstein também critica o facto de Levy e os seus pares terem usado os detritos de minério como base para a sua estratigrafia, ou seja, as camadas que ajudam a datar o sítio arqueológico, porque eles formariam estratos naturalmente "confusos" de terra. E afirma que a fortaleza estudada pelos pesquisadores também é posterior ao século 10 a.C."Aceitar literalmente a descrição bíblica do rei Salomão equivale a ignorar dois séculos de pesquisa bíblica. Embora possa existir algum fundo histórico nesse material, grande parte dele reflecte a ideologia e a teologia da época em que saiu da tradição oral e foi escrito, por volta dos séculos 8 a.C. e 7 a.C. Os dados de Nahas são importantes, mas não vejo ligação entre eles e o material bíblico sobre Salomão", arremata Finkelstein. [Não vê ou não quer ver?]Levy preferiu não responder directamente às críticas do israelita, embora um artigo anterior da sua lavra aponte que, ao contrário do que diz Finkelstein, há ligação cultural entre os habitantes das terras baixas e os edomitas do planalto. "Suponho que, toda a vez que há uma interface entre textos sagrados e dados arqueológicos, é natural que o debate se torne emocional", afirma.