05/03/2013

A Pedra Angular

 

Pedra usada na construção do Templo de Salomão, Jerusalém

1 Pedro 2:6 - Por isso também na Escritura se contém: Eis que ponho em Sião a pedra principal da esquina, eleita e preciosa; E quem nela crer não será confundido.
 
Esta é uma foto que mostra uma das pedras usadas na fundação do Templo de Salomão, mas não é uma pedra comum. Segundo os estudos feitos esta é a terceira maior pedra usada em construção civil e tem 13,6 metros de comprimento, pelo menos 3,5 metros de largura e pesa um pouco mais de 500 toneladas.
 
Há uma grande variedade de pedras mencionadas na Bíblia, muitas delas usadas com algum tipo de conotação espiritual ou em linguagem metafórica, figurativa ou ilustrativa. Em 1 Samuel 7:12 nós lemos sobre uma pedra chamada Ebenézer que foi posta entre Mizpá e Sem cujo significado é “ até aqui nos ajudou o Senhor. Juízes 15:8 diz que Sansão habitou na fenda da rocha de Etã. Êxodo 20:25 fala que as pedras usadas no altar do Senhor não podiam ser lavradas e que ferramentas não podiam tocá-las. Em 1 Reis 6:7 lemos a respeito das pedras usadas por Salomão na construção do Templo que eram lavradas na própria pedreira pois no local da construção não se ouvia o som de ferramenta feita de mental. 1 Reis 7:9-11 ainda menciona pedras de grande valor, cortadas à medida, serradas à serra por dentro e por fora; pedras finas e pedras de fundação.

Quem já foi a Jerusalém e visitou o Kótel, Muro das Lamentações, percebeu que este foi reconstruído com as pedras que haviam sido derrubadas anteriormente por isso não há uniformidade em sua aparência. É preciso descer por túneis e labirintos localizados embaixo do quarteirão Islâmico para ver uma pequena parte da fundação original. Lá se vê a pedra na foto acima, que não foi removida durante a destruição romana de 70 D.C. mencionada por Flávio Josefo talvez por causa do seu peso colossal e, permanece hoje até como testemunha desses eventos históricos.

A rocha mencionada em Êxodo 33:21 era um lugar de proteção e Isaías 48:21 citando Deuteronômio 8:15 fala da Rocha da Provisão de Deus que, saciando a sede do povo, os conduzia pelo deserto. “E não tinham sede, quando os levava pelos desertos; fez-lhes correr água da rocha; fendeu a rocha, e as águas correram.”

O Velho Testamento também apresenta o nosso Deus como “A Rocha” (Deut. 32:24), “Minha Rocha” (Salmos 144:1 e 19:14), “Rocha Eterna” (Isaías 26:4), “A Rocha de Israel” (Isaías 30:29), “A Rocha da Minha da Salvação” (Salmo 89:26), “Rocha da Minha Habitação” (Salmo 71:3), “A Rocha do Meu Refúgio” (Salmo 94:22) e dezenas de outras afirmações semelhantes a estas.

No Novo Testamento, o Senhor Jesus é comparado à Pedra que os construtores rejeitaram mas que veio a ser a principal pedra, angular, de esquina. (Sl. 118:22; Mt. 21:42; Mc12:10; Lc 20:17; 1 Pe. 2:7). Jesus disse em Mateus 16:18 que Ele é a Pedra sobre a qual sua Igreja seria edificada. Uma Pedra de Fundação inabalável como disse o apóstolo Paulo em Efésios 2:20 “Edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, de que Jesus Cristo é a principal pedra da esquina.”

E o Templo, antes edificado sobre rochas feitas por homens, deixaria de existir. Jesus, a “Rocha Eterna” seria o novo local de adoração, a nova morada do Altíssimo, como ele próprio disse em João 2:19-21. Paulo menciona esta verdade em Atos 17:24 quando diz que “O Deus que fez o mundo e tudo que nele há, sendo Senhor do céu e da terra, não habita em templos feitos por mãos de homens.

Portanto, edifiquemos as nossas vidas sobre esse Fundamento. Porque ninguém pode pôr outro fundamento além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo. 1 Coríntios 3:11

04/03/2013

O que significam as letras "INRI" NA Cruz?


 
As letras "INRI" são as iniciais do título latino que Pôncio Pilatos tinha escrito sobre a cruz por cima da cabeça de Jesus Cristo (João 19:19). O latim era a língua oficial do Império Romano.

As palavras foram "Iesvs Nazarenvs Rex Ivdaeorvm". O inglês usa "I" em vez do "J" latino e "V" em vez de "U" (isto é, Jesus Nazarenus Rex Judaeorum). A tradução Inglês é "Jesus de Nazaré, o Rei dos Judeus".

A Igreja Primitiva adoptou as primeiras letras de cada palavra deste inscrição "INRI" como um símbolo. Ao longo dos séculos INRI já apareceu em muitas pinturas da crucificação.

A propósito, o título dado por Pilatos a Cristo foi realmente escrito em três idiomas.
 

E Pilatos escreveu também um título, e pô-lo na cruz. E estava escrito: JESUS ​​NAZARENO, O REI DOS JUDEUS. Este título foi por lido por muitos dos judeus: o lugar onde Jesus foi crucificado era próximo da cidade, e para que todos pudessem ler estava escrito em hebraico, grego e latim. Em seguida, disse que os principais sacerdotes dos judeus a Pilatos: "Não escrevas 'O Rei dos Judeus," mas que ele disse:' Eu sou o Rei dos judeus '". Pilatos respondeu: "O que escrevi, escrevi."

-João 19:19-22 (NVI)

Notícias Arqueologia da Bíblia




Fotografia do balão em Petra.
Foto: T.E. Levy,
UCSD Laboratório de Arqueologia do Levante.
Uma recente expedição de dois dias de Cyber​​-Arqueologia em Petra forneceu novos dados sobre a conservação estrutural do lugar e ajudou a criar a próxima expedição e apresentação de dados arqueológicos. Realizado pela Universidade da Califórnia, em San Diego-California Institute of Technology de Telecomunicações e Informação (UCSD-Calit2), o Centro Americano de Pesquisa Oriental (CCRP) e do Departamento de Antiguidades da Jordânia. Para este projeto foi usado um balão com câmaras fotográficas de alta definição, LiDAR varredura (Light Detection and Ranging a laser) Estrutura, Movimento para a fotografia e aplicações de realidade aumentada para acompanhar os esforços de conservação e criar turismo virtual reforçada no Parque Petra. A pesquisa da equipe da UCSD-Calit2 no distrito Faynan, Jordânia está na vanguarda do florescente campo de Cyber​​-Arqueologia, e as recentes investigações em Petra ainda mais. A Bíblia refere-se à região que contém tanto Petra e Faynan como Edom.

Noé Wiener • 2013/03/04


 

02/03/2013

Descobriram uma "sanduíche da morte" escondida dentro do Génesis

 

Antigo Testamento, escrito à mão, na Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra ADRIANO MIRANDA


Não se trata de um alimento envenenado, mas de uma técnica literária que foi utilizada na escrita do primeiro livro da Bíblia. E que acaba de ser revelada por um novo software de análise de textos.
O Génesis contém um padrão narrativo em torno da vida e da morte, afirmam Gordon Rugg, informático da Universidade de Keele, Reino Unido, e David Musgrave, teólogo da Universidade de Amridge, EUA. Uma técnica literária, hoje comum, mas que naquele texto com milhares de anos permanecera oculta. Os resultados deverão ser publicados em breve.

A técnica consiste em ensanduichar um tema entre duas menções de outro tema. E Rugg e Musgrave - que nunca se encontraram, mas juntaram esforços neste trabalho - descobriram-na no Génesis, cujos versos do início e do fim contêm ocorrências da palavra "vida", enquanto as ocorrências da palavra "morte" só surgem agrupadas a meio do texto, explica um comunicado de Keele.

Versão telegráfica do Génesis: é o primeiro livro do Antigo Testamento e relata a criação do mundo e as sucessivas alianças de Deus com os homens. Cria Adão, cria Eva. Perante a corrupção do mundo, desencadeia o Dilúvio, poupando só a família de Noé. Mais tarde, designa Abraão como "pai" do povo eleito. Abraão instala-se em Canãa e gera Isaac, que gera Jacob, que gera José, que é vendido como escravo aos egípcios pelos seus irmãos. José prospera, torna-se o braço direito do faraó e acaba por conduzir a família até ao Egipto.

"A detecção [desta técnica] à escala de todo o Génesis é inédita", disse Rugg ao PÚBLICO. "Tanto quanto sabemos, ninguém tinha reparado nela - talvez porque o texto é tão longo que é difícil ver o padrão pela simples leitura. Quanto à "sanduíche da morte", também é novidade. Porém, "há muito tempo que os peritos consideram que a vida e a morte são temas-chave do Génesis", frisa Rugg. "Portanto, acreditamos que não é uma coincidência, mas um artifício narrativo deliberado."

A detecção foi feita por um software de análise de texto, o Search Visualizer (SV), desenvolvido por Rugg - que sempre se interessou pelas línguas, a história, a arqueologia e os textos antigos - juntamente com Ed de Quincey, da Universidade de Greenwich (Reino Unido). O SV permite visualizar um texto como uma tabela, onde cada casa representa uma palavra. Quando uma série de palavras-chave é introduzida, elas surgem na tabela como pontos de várias cores. Parece simples... mas não é. "Há uma teoria sofisticada por trás, que envolve a partição de tarefas entre o ser humano e o computador e entre processamento paralelo e sequencial", responde Rugg.

Quando os cientistas visualizaram as palavras "vida" e "morte" na versão do Génesis da King James Bible (versão em inglês, traduzida do hebraico no século XVII), a técnica narrativa apareceu. Musgrave verificou ainda, no original hebraico, que o padrão não provinha da tradução.

O facto de a técnica ter sido usada conscientemente e em todo o Génesis prende-se com a questão da sua autoria. "O consenso no meio académico é que o Génesis foi escrito por várias pessoas", diz-nos Musgrave. "Mas para mim, uma das maiores implicações potenciais deste trabalho é que sugere uma autoria única." A "sanduíche da morte" reforça assim a hipótese de o Génesis ter sido escrito por uma só pessoa.

O SV também analisou uma versão em inglês da Ilíada, para se tentar comprovar, como há muito se suspeitava, que a secção intitulada Catálogo das Naves é mais antiga do que o resto do poema de Homero. E de facto, revelou que a palavra "quarenta" ("forty") só ocorria nessa parte da obra. "Nos textos antigos, os números podem ser reveladores", explica Rugg, referindo-se por exemplo a tecnologias de um período específico. "E quando vi essa palavra no Catálogo das Naves, pensei que podia tratar-se de um elemento arcaico e decidi experimentar."

As aplicações do SV vão muito além da análise de textos históricos e não se limitam ao inglês. A análise de testemunhos na investigação de crimes ou a pesquisa de associações de palavras na Web são apenas duas delas (verhttp://searchvisualizer.wordpress.com). "Não posso adiantar pormenores, mas já estamos em conversas com várias grandes empresas, entidades policiais e outras organizações interessadas", diz Rugg.
fonte

28/02/2013

Ilha de Patmos a Terra da Visão


Geografia
A pequena ilha de Patmos tem cerca de (12 km) de comprimento de norte a sul e sua parte mais larga é de (10 km) de leste a oeste. É a ilha mais setentrional do Dodecaneso. Com uma área de (35 quilómetros quadrados) e um perímetro de (37 km), a ilha é vulcânica e apresenta uma paisagem rochosa, grande parte sem árvores.

 


Exílio de João
O livro do Apocalipse afirma explicitamente que foi escrito enquanto João estava na ilha de Patmos. Este é o único livro do Novo Testamento, onde o lugar da escrita é dado. Segundo uma tradição preservada por Ireneu, Eusébio e Jerónimo, João estava exilado em 95 dC, durante o reinado do imperador Domiciano. O seu exílio terminou com a adesão de Nerva em 96.


   Caverna Santo do Apocalipse
Apoc. 1:9 "Eu, João, vosso irmão e companheiro na tribulação e no reino e a paciência que estão em Jesus, estava na ilha chamada Patmos, por conta da palavra de Deus e do testemunho de Jesus. "
 

 

Presos romanos
De acordo com Plínio e Tácito, os romanos frequentemente enviavam os prisioneiros para as ilhas. Tácito menciona três ilhas por nome: Donusa, Gyarus, e Amorgus. Patmos que não foi listada indica que esta não era um lugar primordial para a prisão naquela altura. Não está claro se João estava preso em Patmos ou banido para viver aqui.

 

  Mosteiro de São João
O edifício mais imponente da ilha é o Mosteiro de São João, o Teólogo. Construído por Christodoulos em 1088, o mosteiro está localizado na cidade de Chora com vista para o porto. Com paredes de (15 m) de altura, foi construído como uma fortaleza por causa da ameaça dos piratas. O mosteiro foi construído em cima das ruínas de uma igreja do século 4 dC, e um anterior templo de Artemis. Uma inscrição que menciona o templo de Artemis está em exposição no museu do mosteiro.
 

Tradições
A tradição diz que João recebeu a visão do Apocalipse do céu na íntegra e ditou ao seu assistente Procorus, que a escreveu. Procorus é mencionado em Atos 6:5 como um dos sete diáconos originais. Muitas outras tradições da ilha estão associados com obras miraculosas de João e são encontrados nos Atos de João por Prócoro, um trabalho pseudipigraphal que foi escrito no século 5 e atribuído ao escrivão João (cf. Atos 6:5).

25/02/2013

Coleção de Tumbas Greco-Romanas Descobertas em Alexandria


Acidentalmente, um cemitério greco-romana, foi descoberto em Al-Qabari distrito da Alexandria
Durante um levantamento arqueológico de rotina numa área conhecida como "Ponte 27" no distrito Al-Qabari, um dos mais densamente povoados da Alexandria, os arqueólogos tropeçaram com uma coleção de tumbas greco-romanas.
Cada túmulo é um edifício de dois andares, com uma câmara funerária no  primeiro andar. Os túmulos estão quase submersos em água subterrânea, mas estão bem preservados bem como as gravuras.  

Mohamed Abdel Meguid, chefe de Antiguidades do Departamento Alexandria, explicou que os túmulos são parte de um cemitério conhecido como o "Necropolis" (ou Cidade dos Mortos), como descrito por Estrabão historiador grego quando ele visitou o Egito no ano 30BC. De acordo com Estrabão, o cemitério incluia uma rede de túmulos que contêm mais de 80 inscrições, em cada túmulo foram obtidas informações sobre rituais funerários do período helénico.
 
A coleção recém-descoberta de tumbas, Abdel Meguid salientou, é uma parte do lado oeste do cemitério, que foi dedicado ao público e não à realeza ou nobres. Os túmulos estão praticamente vazios de coleções funerárias ou múmias, esqueletos, cadáveres ou mesmo cerâmica.
 
"Esta é uma descoberta muito importante que acrescenta mais ao mapa arqueológico de Alexandria," disse o ministro de Estado de Antiguidades, Mohamed Ibrahim, acrescentando que a descoberta permitirá que cientistas possam decifrar mais sobre a história da antiga Alexandria e também adicionar outro destino turístico para a cidade.
 
Ibrahim referiu que estas escavações e de outros lugares foram realizadas como parte das inspecções arqueológicos realizados rotineiramente a pedido dos construtores que compraram a terra. Segundo a lei egípcia, cada pedaço de terra deve ser sujeitas a inspecção arqueológico antes que possa ser reivindicada como uma zona livre para a construção.
A área foi anteriormente objecto de pesquisa arqueológica em 1998, quando o governo de Alexandria decidiu construir a Ponte Al-Qabari sobre Rua Hamza Abdel-Qader no distrito.
 
As escavações no momento descobriram mais de 37 túmulos, entre os quais um túmulo muito distinto levando um caixão no formato de uma cama, vulgarmente conhecido como o leito nupcial. Em cima dela havia uma folha vermelha e dois travesseiros.

20/02/2013

O Golfo do Semeador no Mar da Galileia

Também conhecida como Angra do Semeador
A Enseada do Semeador
Localizado a meio caminho entre Cafarnaum e Tabgha, grandes centros do ministério de Jesus, esta enseada tem sido notada  pela sua qualidade acústica.
Marca quatro registos de um tempo, quando Jesus estava a ensinar uma grande multidão e ter entrado dentro de um barco para mais facilmente falar à multidão. Alguns sugerem que esta enseada é um local ideal para ensinar as multidões (Mateus 13).




Vista a partir da água
Um estudo acústico da enseada foi feito por B. Cobbey Crisler e é publicado como "A acústica e a capacidade Multidão ouvir nos Teatros naturais na Palestina" em arqueólogo bíblico dezembro 1976, pp 128-41. Ele conclui que entre 5000-7000 pessoas poderiam caber na área abaixo da estrada. Mais que o dobro do que poderia caber em toda a área da encosta.
Este arquivo de áudio foi gravado de aproximadamente a posição de que esta fotografia foi tirada. O orador está em pé sobre o litoral (perto da árvore).

 

A encosta
Desse ponto de vista, uma pessoa no litoral é um pontinho apenas. Eu fiz esta experiência mais de uma dúzia de vezes e cada vez que a ideia de que o som vai realizar a partir da borda da água para o topo da encosta é recebido com cepticismo. O curioso é que se consegue ouvir mesmo que não consiga ver a pessoa a falar.

 


A partir da linha de costa
Será que funciona? Uma pessoa pode ficar no topo da colina e ouvir um palestrante na beira da água? Num dia sem vento, quando não há carros a passar na estrada, a resposta é sim. Uma e outra vez, os grupos espalhados pela encosta a ouviram a voz do locutor, de forma clara e sem problemas em compreender cada palavra. Além disso, as conversas entre pessoas distantes são bastante frequentes nesta enseada.