17/05/2012

Arqueólogo encontra artefatos que defendem a existência do Rei David

Um arqueólogo da Universidade Hebraica de Jerusalém diz que descobriu santuários de culto que remontam ao tempo do rei bíblico David, e podem proporcionar maiores esclarecimentos para algumas referências de construção obscuros na Bíblia.
(Foto: Hebrew University of Jerusalem)
O Professor Yosef Garfinkel diz que a sua descoberta foram feitas em Khirbet Qeiyafa, uma antiga cidade fortificada a 30 quilómetros de Jerusalém e é adjacente ao Vale de Elá. Os achados confirmam a visão bíblica da região antes da construção do Templo de Salomão. O local é marcado por ter sido cenário da batalha entre David e Golias.
O pesquisador ressaltou a importância do achado, pois esta seria  a primeira vez que santuários do tempo dos monarcas israelitas são encontrados. Pois não existem outros registos que apontam a existência destes reis.
"Esta é a primeira vez que os arqueólogos descobriram uma cidade fortificada de Judá, desde o tempo do Rei David", notificou Garfinkel através de um comunicado de imprensa.
Ele ainda reforça que o lugar desmente as teses que tiram o valor da história do Rei David.
"Mesmo em Jerusalém, não temos uma clara cidade fortificada do seu período. Assim, várias sugestões que negam completamente a tradição bíblica sobre o rei David e dizem que ele foi uma figura mitológica, ou apenas líder de uma pequena tribo, agora mostram estarem errados", acrescentou.

16/05/2012

Ruínas Arqueológicas Reabrem Estudos Sobre Reinado de David e Salomão.

Objetos encontrados perto de Jerusalém correspondem a descrições feitas na Bíblia sobre palácio e templo do rei Salomão

Professor Yosef Garfinkel apresenta objeto de culto datado da era do rei Davi
Arqueólogos israelenses encontraram várias peças de culto em uma jazida perto da cidade de Beit Shemesh, a cerca de 35 quilômetros de Jerusalém, que permitirão interpretar a descrição que a Bíblia faz dos reinados de Davi e Salomão.

A descoberta, exposta nesta semana pelo professor Yosef Garfinkel, da Universidade Hebraica de Jerusalém, e por Saar Ganor, da Direção Israelense de Antiguidades, consiste em três caixas de pedra bem talhadas, e de até 20 centímetros de altura, usadas para conservar objetos de culto divino.

"Seu meticuloso desenho responde a descrições feitas na Bíblia do palácio e do templo de Salomão", diz Garfinkel, que está há cinco anos escavando em Khirbet Qeiyafa, também conhecido como Fortaleza Elá, um reduto circular amuralhado de 2,3 hectares e em uma localização estratégica entre as cidades filisteias e Jerusalém.

De cor bege rosada, duas das caixas têm uma espécie de pórtico cuja descrição, diz o pesquisador, aparece no primeiro livro de Reis.

Foram achadas em casas da cidade e sua altura é exatamente o dobro da largura - como em prédios achados em Jerusalém -, o que provam a conexão entre a que Garfinkel acredita que era a cidade bíblica de Shearaim e a Jerusalém de Davi e Salomão.

"Shearaim, que estava aqui no vale de Elá, significa 'Duas portas'. Esta cidade é a única da época do Primeiro Templo com duas portas, as demais tinham uma", ressalta.
Conheça outras descobertas arqueológicas em Israel:
Arqueólogos acham selo para marcar pão de 1.500 anos
Arqueólogos descobrem antigo carimbo em Jerusalém
Basílica em Israel pode abrigar túmulo do profeta Zacarias
Israel e Google publicarão na internet manuscritos do Mar Morto
Tábua encontrada em Israel é parecida com Código de Hamurabi

Para o pesquisador, os últimos achados, e outros anteriores, reforçam a corrente que vê na Bíblia um relato fidedigno do que poderiam ser eventos históricos.

"A exatidão das descrições não nos deixa outra opção e, quem não acredita, deverá também explicar como é possível semelhante similaridade", declarou.
Mas, ao contrário de outros historiadores de sua mesma universidade, ele o faz com reserva, e acredita que, como qualquer outro texto de sua natureza, a Bíblia contém episódios fidedignos e outros que não o são.

O Antigo Testamento relata com todo luxo de detalhes os reinados de Davi e Salomão no século X a.C., mas até agora não existem provas inapeláveis que confirmem a magnificência presente no ideário e arte judaico-cristã posterior ou sequer sua existência.

Em Jerusalém e arredores, proliferam ruínas do Período do Segundo Templo (séculos VI a.C. a II d.C.), mas do Primeiro (século XI a.C. a 586 a.C.) existem pouquíssimos vestígios e a maioria continua sujeita a um intenso debate académico e político.

Um deles é uma muralha de 70 metros com um monumental torreão e uma torre de vigilância desenterrados junto às muralhas da Cidade Antiga de Jerusalém, apresentada há dois anos como possível obra do rei Salomão.

Estruturas fortificadas do mesmo tamanho foram encontradas em Khirbet Qeiyafa, cuja construção os arqueólogos datam entre os séculos X e XI a.C., contemporâneas dos dois reis.

Seu desenho urbano, assinala Garfinkel, não responde ao de nenhuma cidade cananeia ou filisteia, também não ao de cidades no reino de Israel, mas se trata de um "planeamento típico" das cidades da Judeia. "É o exemplo mais recente que temos de uma cidade desse reino, e nos indica que este tipo de planeamento (urbano) já estava em uso nos tempos do rei Davi".

Ali, em um pedaço de cerâmica, também foi descoberta em 2008 a inscrição hebraica mais antiga conhecida, e que testes de carbono-14 remontam ao mesmo período.
O especialista insiste que a construção da cidade tem implicações sem precedentes para compreender esse capítulo da Bíblia, e que, com cerca de 20% já escavada, sua distribuição prova a existência de um reino centralizado que tinha sob sua autoridade várias cidades.
Fonte

14/05/2012

A Pedra Angular

1 Pedro 2:6 - Por isso também na Escritura se contém: Eis que ponho em Sião a pedra principal da esquina, eleita e preciosa; E quem nela crer não será confundido.
Esta é uma foto que mostra uma das pedras usadas na fundação do Templo de Salomão, mas não é uma pedra comum. Segundo o guia que nos acompanhou nesse tour, esta é a terceira maior pedra usada em construção civil e tem 13,6 metros de comprimento, pelo menos 3,5 metros de largura e pesa um pouco mais de 500 toneladas.
Há uma grande variedade de pedras mencionadas na Bíblia, muitas delas usadas com algum tipo de conotação espiritual ou em linguagem metafórica, figurativa ou ilustrativa. Em 1 Samuel 7:12 nós lemos sobre uma pedra chamada Ebenézer que foi posta entre Mizpá e Sem cujo significado é “ até aqui nos ajudou o Senhor. “ Juízes 15:8 diz que Sansão habitou na fenda da rocha de Etã. Êxodo 20:25 fala que as pedras usadas no altar do Senhor não podiam ser lavradas e que ferramentas não podiam tocá-las. Em 1 Reis 6:7 lemos a respeito das pedras usadas por Salomão na construção do Templo que eram lavradas na própria pedreira pois no local da construção não se ouvia o som de ferramenta feita de mental. 1 Reis 7:9-11 ainda menciona pedras de grande valor, cortadas à medida, serradas à serra por dentro e por fora; pedras finas e pedras de fundação.

13/05/2012

O Túmulo de Absalão


Salmo 3:1-5 - [Salmo de Davi, quando fugiu de diante da face de Absalão, seu filho] SENHOR, como se têm multiplicado os meus adversários! São muitos os que se levantam contra mim. Muitos dizem da minha alma: Não há salvação para ele em Deus. (Selá.) Porém tu, SENHOR, és um escudo para mim, a minha glória, e o que exalta a minha cabeça. Com a minha voz clamei ao SENHOR, e ouviu-me desde o seu santo monte. (Selá.) Eu me deitei e dormi; acordei, porque o SENHOR me sustentou.
Esse monumento no Vale de Cedrom tem sido tradicionalmente identificado como o Túmulo de Absalão, o filho rebelde do Rei David e que liderou uma rebelião contra ele. Mas, recentes estudos arqueológicos determinaram que o local pode ser datado por volta do século 1 D.C.
As crianças rebeldes eram ensinadas a atirarem pedras no "Yad Avshalom", o Monumento de Absalão, para aprenderem aonde a rebelião pode nos levar. Se alguém em Jerusalém tem um filho desobediente, deve levá-lo para o Vale de Josafá, para o Monumento de Absalão, e forçá-lo a arremessar pedras contra ele e amaldiçoar Absalão.
Uma pergunta vem à nossa mente: Como foi que isso começou? Se analisarmos 2 Samuel 16: 20 vamos ver que o pecado é mesmo como um cancer (cancro). Começa tão pequeno mas depois vai crescendo e se não atentarmos, nos destrói. Eis os versos.
Então disse Absalão a Aitofel: Dai conselho entre vós sobre o que devemos fazer. E disse Aitofel a Absalão: Possui as concubinas de teu pai, que deixou para guardarem a casa; e assim todo o Israel ouvirá que te fizeste aborrecível para com teu pai; e se fortalecerão as mãos de todos os que estão contigo. Estenderam, pois, para Absalão uma tenda no terraço; e Absalão possuiu as concubinas de seu pai, perante os olhos de todo o Israel.
Agora se voltarmos para o texto de 2 Samuel 11:1, leremos o seguinte:

PALÁCIO DA RAINHA DE SABÁ?

Foto: James Stanfield / National Geographic Image SalesGrande Zimbábue
 se destaca como o mais importante sítio arqueológico encontrado na África Subsaariana

Pensado erroneamente como a cidade da bíblica rainha de Sabá, o Grande Zimbábue se destaca como o mais importante sítio arqueológico da África subsaariana. As ruínas da antiga cidade próxima a fronteira do Zimbábue com Moçambique ainda são cheias de mistérios. Historiadores ainda busquem respostas sobre a origem e a finalidade da cidade. As provas sugerem que o povo Shona, ancestrais dos Bantu modernos, construíram o Grande Zimbábue volta do ano 1250 a.C., e que ele serviu como um centro espiritual.
Fonte

12/05/2012

Dois Lugares Bíblicos de Grande Importância.

O Monte Ebal e o Altar aos deuses.
Esta é uma descoberta controversa, porque a interpretação da descoberta está longe de ser resolvida, no entanto, o arqueólogo israelita Adam Zertal, que estudou as ruínas durante uma pesquisa arqueológica da região tribal de Manassés, em 1980, defende a interpretação de que este monte se trata do Monte Ebal. Ele escavou o sítio localizado no Monte Ebal, a montanha a partir da qual Josué pronunciou as maldições sobre o Monte Eval e Gerizim, o monte das bênçãos, estes são separados pelo vale em que as ruínas da antiga Siquém perto de Nablus moderno. Ele determinou a escavar o local, porque na pesquisa que tinha encontrado uma grande quantidade de cacos de cerâmicos espalhados sobre uma zona plana da rocha. Os fragmentos datados da Idade do Ferro, 1220-1000 a.C, o período em que, aparentemente, os israelitas tinham voltado a Canaã, bem como o período dos juízes.

As escavações começaram no outono de 1982 e foram concluídas depois de seis temporadas. O que foi revelado era um composto por uma grande estrutura retangular construída de pedras brutas, incluindo

11/05/2012

MAIS DUAS DESCOBERTAS DA ARQUEOLOGIA BÍBLICA DO SÉCULO XX

Réplica de Pilatos Inscrição em exibição em Cesareia.
A Inscrição com o Nome de Pôncio Pilatos

Pôncio Pilatos era o governador romano da Judeia quinto, sob cuja governança Jesus de Nazaré foi crucificado (Mt 27:2, mais 60 ocorrências adicionais nos evangelhos, Atos, e 1 Timóteo). Ele foi nomeado pelo imperador Tibério no ano 26 dC e suspenso pelo L. Vitélio, governador romano da Síria, em 37 dC, após o abate de um número de samaritanos no Monte de Gerizim.
Embora Pilatos também é mencionado em Josefo, Philo e Tácito e moedas emitidas durante a sua governação existir, que as inscrições para Pilatos foi descoberto em escavações italianos em Cesareia Marítima, em 1961. Antonio Frova, diretor das escavações, encontrou uma pedra com uma inscrição de três linhas: Tiberieum / [Pon] tius Pilatus / [Praef] ectus Iuda [eae] ", Tibério [o imperador romano do período] / Pôncio Pilatos / Prefeito da Judéia. A pedra faria parte da entrada no teatro em Cesareia, foi moldada para encaixar, durante estes trabalhos ou posteriormente, ela foi mutilada, mas foi facilmente reconstruído. A inscrição não só confirma a historicidade de Pilatos, esclarece o título que ele tinha como governador. Esta, encontra-se em exibição no Museu de Israel em Jerusalém.
INSCRIÇÃO Ecrom
Em 1993, arqueólogos Seymour Gitin do WF Albright Instituto de Pesquisa Arqueológica e Dothan Trude da Universidade Hebraica de Jerusalém, viviam a sua décima terceira e última temporada de escavações em Tel Miqne em Israel. Eles suspeitavam que Tel Miqne era o local de uma das principais cidades da Pentápolis filisteu, Ekron especificamente bíblico (Josué 13:3, além de 23 outras referências no AT). Em seguida, uma inscrição com dedicatória real esculpida numa laje de calcário confirmava o nome do local, juntamente com os nomes de cinco dos seus governantes, e duas delas são especificamente mencionados na Bíblia.
A inscrição foi encontrada em uma camada de destruição atribuído à conquista babilónica datando de 603 aC Foi dentro de uma estrutura de 186 por 124 metros, considerada um complexo de templos. O complexo seguiu o projeto de palácios assírios conhecidos, e uma seção continha um santuário com um pavimento de pedra, a inscrição tinha caído na destruição do pavimento. As cinco linhas da inscrição pode ler-se:
1. O templo que ele construiu ", kysh filho (Aquis, Ikausu) da Padi, filho de
2. YSD filho de Ada, filho de Ya'ir, régua de Ecrom,
3. Que ela abençoe, e
4. protege-o, e prolonga os seus dias, e abençoar
5. a sua terra.
Ambos Ikausu e o seu pai, Padi, são conhecidos a partir de registos assírios como reis de Ecrom. Anais de Senaqueribe mencionam Padi, em conexão com a campanha assíria contra a região em 701 aC, que incluiu o cerco de Jerusalém do Rei Ezequias. Padi também paga os seus impostos ao seu suserano assírio em 699 aC, como registado numa vedação de argila real, indicando uma contribuição de um talento de luz de prata, cerca de 67,5 quilos. Ikausu é numerado entre os doze reis regionais que transportava materiais de construção a Nínive para a construção do palácio de Esarhaddon (680-669 aC) e também numa lista de reis que ajudaram Assurbanipal na sua primeira campanha contra o Egito em 667 aC Os outros três reis nesta dinastia filisteu, YSD, Ada e Yair, são outra forma atestada.
Ptgyh a deusa pode ser uma divindade desconhecida dos filisteu ou, mais provavelmente, pela leitura da carta danificada um quarto do nome como "nun = n", como Pt [n] yh. [16] Isto pode ser lido como "Potnia", que significa "amante" ou "senhora", o título formal usado para várias deusas da antiga deusa grega, por detrás o título leva alguma semelhança com Asherah, uma divindade semita, já que os outros conhecidos deuses filisteus eram claramente nomes semitas: Dagon e Ba `al-Zebul. A inscrição, portanto, ajuda a confirmar que os filisteus, cujas origens estavam em Caftor = Creta, na tradição bíblica (ver Amós 9:7), tinham em grande parte assimilado a cultura cananeia nos séculos entre a sua chegada e a dedicação do templo de Ecrom.
Ver