18/05/2010
09/05/2010
TELL HARIRI-MARI
Mari era uma antiga cidade do médio Eufrates, cerca de 11 Km a noroeste de Abu-Kemal (a atual Tell Hariri). Estava localizada numa interseção de rotas de caravanas: uma delas passava pelo deserto sírio e se estendia até às margens do rio Eufrates; outra rota começava no norte da Mesopotâmia e atravessava os vales dos rios Cabur e Eufrates. Então, Mari estava localizada num centro estratégico, tornando-se assim num importante e prospero lugar, centro de comercio e comunicações. Sua população era compósita: babilônicos; assírios; semitas do reino de Iamcade-Alepo, hurruianos, cananeos, suteanos e benjamitas.
I. História
Zinri-Lim, filho de Iacdum-Lim, tomou posso do trono (cerca de 1790-1761 a.C). Neste momento, Mari tornou-se um pequeno reino independente, por dezenove anos (cerca de 1779-1761 a.C). Neste período, parece que Mari era o mais importante Estado da região, com um extensão de aproximadamente 500 kilometros desde da fronteira da Babilônia até a Síria. O palácio de Zinri-Lim começou a ser escavado em 1936. Foram encontrados cerca de 20.000 tabletes de argila. Muitos desses tabletes registram correspondências diplomáticas por parte de Zinri-Lim (ultimo rei de Mari) com Hamurabi, da Babilônia. São as chamadas Cartas de Mari. Hamurabi, da Babilônia, reduziu Zinri-Lim à posição de rei vassalo. A cidade foi destruída pelos cassitas em 1742 a.C.
II. A Profecia nas Cartas de Mari
As descobertas das cartas de Mari possibilitaram realizar a correlação entre a profecia israelita e a profecia no Oriente Próximo Antigo. Pois, as cartas de Mari mencionam várias pessoas que desempenhavam funções oraculares. No entanto, ainda questiona-se até que ponto a profecia de Mari possui laços culturais e históricos com os profetas de Israel.
Os emissores de oráculos em Mari podem ser divididos em dois grupos gerais: aqueles que possuem alguns título e aqueles que não possuem nenhum título.A. Emissários que têm títulos especiais Tais indivíduos desempenhavam posições relativamente bem estabelecida dentro da estrutura social de Mari. São eles:
1.Apilu/ apiltu. Provavelmente é a forma participal do verbo apalu, “responder”. A designação “aquele que responde” pode sugerir que os apilus davam respostas a perguntas propostas à divindade.
2.Muhhû / muhhutu. Deriva-se do verbo mahû, “entrar em transe”. O muhû, pois, é alguém em transe ou estático. Eles desempenhavam funções cultuais.
3.Assinu. Aparece em três cartas de Mari. È conhecido em fontes posteriores como membro pessoal do culto de Ishtar. As cartas de Mari indicam que o assinnu era um ator que assumia papel feminino em dramas cultuais, pois, era possuído pela divindade feminina Ishtar.
Sabemos que os três primeiros títulos relacionam-se com o período de Zimrilim, por volta de 1700 a.C. Eles pertenciam a uma classe de homens e mulheres que recebiam alguma ordem da divindade; relacionavam-se com algum templo e por meio de presságios, sonhos ou visões e experiências estáticas transmitiam um oráculo.
Um extrato menciona-se o apilum, que aparentemente prometeu o rei vitória e domínio sobre outras nações:
Fala ao meu senhor: Assim (diz) Mukannishum, teu servo: eu tinha oferecido os sacrifícios a Dagan pela vida de meu senhor. O “respondente” de Dagan de Tutal ergueu-se; assim falou ele, a saber: “Babilônia, estas ainda disposta? Eu te conduzirei para a armadilha (?) ... As casas / famílias dos sete parceiros e quaisquer que (sejam) sua possessões eu porei nas mãos de Zimrilim”[1].
B. Emissários sem título
Treze dos emissores de oráculos em Mari não trazem nenhum título particular referente às suas atividades revelatórias. Somente em alguns casos, pode-se interpretar alguma coisa, mas a preservação dos textos é deficiente. Somente sabe-se que tais emissários entravam em transe e por meio de sonhos emitiam oráculos. Oito dos treze emissários eram mulheres; várias delas eram servas. Um dos homens era sacerdote changu. Outros homens e mulheres eram cidadãos livres.
Varias das mensagens desses emissários relacionavam-se ao Estado: dizem respeito a requerimentos pessoais ao rei; outros emissários transmitiam oráculos da divindade que buscava melhor tratamento ao rei, e ainda outro, dava conselho de como conduzir uma batalha.BIBLIOGRAFIA
Champlim, R.N., Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia. Vol 4. Hagnos, São Paulo: 2001. Verbete Mari, págs 132-133.
Wright, G.E. ,Arqueologia Bíblica. Ediciones Cristandad. Madrid, 1975. págs 50-53.
Fohrer, Georg, História da Religião de Israel, tradução de Josué Xavier; São Paulo: Edições Paulinas, 1982, p. 277 -279.
Wilson, Robert R., Profecia e Sociedade no Antigo Israel, tradução de João Rezende Costa; São Paulo: Edições Paulinas, 1993, p. 96-106.
08/05/2010
26/04/2010
UM GRUPO DE INVESTIGADORES ENCONTRAM AMOSTRAS DE MADEIRA COM 4.800 ANOS, JULGAM PERTENCER A ARCA DE NOÉ
foto Welcomearmenia.com
Ararat visto a Arménia
A equipa, formada por seis investigadores de Hong Kong e outros nove da Turquia e que conta com o apoio do Governo turco, revelou domingo que descobriu, em Outubro de 2009, durante as escavações no monte Ararat, um pedaço de madeira com 38 milímetros que terá cerca de 4800 anos, segundo os resultados das análises realizadas.
De acordo com Yeung Wing-Cheung, um dos investigadores, a idade da amostra de madeira coincide com a data de construção da Arca de Noé apontada pela Bíblia.
Apesar de haver fortes indícios de que as amostras encontradas - de madeira a restos de cordas que se julgam ter servido para prender os animais - pertençam à Arca de Noé, os investigadores não confirmam, para já, esta tese, até porque, sublinha Yeung, "nunca ninguém viu a arca".
foto www.noahsarksearch.com
Perfil do Ararat
"Porém, as amostras coincidem com os relatos históricos", acrescentou.
O investigador alemão Gerrit Aalten, que também integrou a expedição ao Monte Ararat, considera que "há uma grande quantidade de evidências sólidas de que a estrutura encontrada é a lendária Arca de Noé".
O geólogo turco Ahmet Ozbeck observa que a baixa temperatura e as condições ambientais dos depósitos de glaciar e do material vulcânico ajudaram a preservar a estrutura de madeira encontrada a quatro mil metros acima do nível do mar.
A equipa de investigadores de Hong Kong e da Turquia não quis avançar com detalhes sobre o local da descoberta, alegando estar a aguardar que o Governo turco crie ali uma área de preservação para a continuação das escavações.
Locais de exploração arqueológica no Ararat
O monte Ararat tem sido alvo de várias investigações sobre a eventual existência da Arca de Noé, sobre a qual não existe, até ao momento, qualquer certeza científica.
Em 2006, uma expedição arqueológica liderada por cristãos norte-americanos alegou ter encontrado uma formação rochosa nas montanhas do Irão que teria semelhanças com a arca, uma tese refutada por vários especialistas que levantaram dúvidas sobre a possibilidade de a estrutura ter sobrevivido milhares de anos.
Outros especialistas apontaram mesmo ser impossível um barco naufragar a uma altitude superior a 3000 metros.
A lenda da Arca de Noé, comum ao cristianismo, judaísmo e islamismo, conta que Deus decidiu criar um dilúvio para destruir o mundo por causa da perversidade humana, tendo, antes disso, dito a Noé, um dos seus seguidores, para construir uma arca e salvar um par de cada espécie animal.
fonte: http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=1553580
fonte: http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=1553580
25/04/2010
COMO TERÃO CAÍDO OS MUROS DE JERICÓ?
O modo maravilhoso como o povo de Israel, conduzido por Josué, conquistou a cidade de Jericó, continua a excitar a curiosidade dos leitores da Bíblia. O facto é narrado no capítulo 6 do livro de Josué, e aparece situado por volta do ano 1200 a.C., quando os israelitas chegaram à Palestina, a Terra Prometida.O primeiro obstáculo.
A primeira cidade inimiga que encontraram foi Jericó. Segundo o relato bíblico, era um centro importante e rico (Js 6,24), rodeado por muralhas altas e poderosas (6,5). No seu interior habitavam os cananeus, povo bem apetrechado, com um rei, com serviços secretos de inteligência (Js 2,2), e com um valoroso exército treinado para a guerra. Os israelitas, pelo contrário, eram apenas um bando desorganizado de tribos e clãs que vinham a fugir da escravidão do Egipto.
Antes de eles chegarem, Deus tinha prometido entregar nas sus mãos todo o país, de Norte a Sul e de Este a Oeste. E eis que, logo à chegada, perante as suas reduzidas forças se erguia, como um obstáculo intransponível, a majestosa e soberba Jericó. Como poderiam conquistar todo o país, se a primeira cidade já parecia inconquistável?
A armadilha insólita.
Nesse momento Deus falou a Josué, e explicou-lhe a estratégia que deviam utilizar para vencer Jericó. Tratava-se de um ritual estranho. Durante sete dias, marchariam em círculo, à volta da cidade, levando a Arca da Aliança. Os sacerdotes iriam tocando as trombetas, enquanto o resto do povo os acompanharia com um solene silêncio. Dariam uma volta cada dia e voltariam para o acampamento.
Diz a Bíblia: «No sétimo dia, levantando-se de madrugada, deram sete a volta à cidade, como nos dias precedentes. Foi o único dia em que deram a volta à cidade por sete vezes» (Js 6,15).
Logo a seguir à sétima volta, Josué disse ao povo: «Gritai, porque o Senhor vos entrega a cidade» (6,16).
«Mal o povo escutou o som das trombetas, fez ouvir um grande clamor e as muralhas da cidade desabaram. Os filhos de Israel subiram à cidade, cada um pela brecha que tinha na sua frente, e tomaram a cidade» (6,20).
Assim, mediante esta insólita estratégia sugerida pelo próprio Deus, o povo de Israel exterminou todos os habitantes de Jericó, pegou fogo à cidade e reduziu-a a um monte de escombros e restos calcinados.
A batalha de Jericó aparece como um acontecimento militar chave para o povo de Israel, uma vez que lhe abriu as portas da conquista da Palestina.Milagre, ou terramoto?
O que aconteceu realmente na batalha de Jericó? Durante séculos, as opiniões dos biblistas estiveram muito divididas. Iam do rotundo “impossível”, até à fé cega num milagre de Deus.
Alguns pensavam num fenómeno natural, isto é, num terramoto que teria ocorrido exactamente nesse dia. Outros afirmavam que as voltas dadas à volta da cidade distraíram os seus defensores, e o alarido de guerra e as trombetas tê-los-iam espantado e perturbado. Outra hipótese defendia que a expressão “muro da cidade” é uma metáfora para designar a “guarda da cidade”, e que dizer «as muralhas desabaram» significa que “os soldados ficaram impotentes” quando os israelitas atacaram. Claro, também houve os que o entendiam como uma intervenção directa de Deus, que derrubou as muralhas de Jericó para favorecer os israelitas.
Quando as pás falam.
Talvez se tivesse continuado a discutir a questão por muito mais tempo, se um achado arqueológico que pusesse ponto final a este debate.
A cidade de Jericó foi descoberta em 1868, numa localidade chamada pelos árabes Tel es-Sultan, a 28 km ao nordeste de Jerusalém, perto do Mar Morto. Mas as primeiras escavações realizaram-se entre 1908 e 1910 por dois investigadores alemães, E. Sellin y C. Watzinger, com resultados muito positivos.Vinte anos depois, entre 1930 e 1936, teve lugar a segunda campanha arqueológica, mediante una expedição inglesa dirigida por John Garstang, a qual também trouxe à luz achados de enorme importância.
Mas, as descobertas mais extraordinárias foram realizadas pela arqueóloga Kathleen Kenyon, na terceira e última campanha. Ao longo de oito anos, entre 1952 e 1959, escavou intensamente toda a zona de Jericó, até não deixar praticamente nenhuma zona importante sem remover. Graças a estas investigações, foi possível traçar quase integralmente a História da cidade de Jericó.
16/04/2010
ARQUEOLOGIA: GIGANTES BÍBLICOS DESENTERRADOS
por Dra Valdeiza Costa
Os Nefelins
" E aconteceu que, como os homens começaram a multiplicar-se sobre a face da terra, e lhes nasceram filhas dos homens, viram os filhos de Deus que as filhas dos homens eram formosas; e tomaram para si mulheres de todas as que escolheram." Gênesis 6.4.
"Os Emins dantes habitaram nela, um povo grande, e numeroso, e alto como os gigantes; também estes foram contados por gigantes, como os Anaquins; e os moabitas lhes chamam Emins." Deuteronômio 2.10-11
"Porque só Ogue, rei de Basã, ficou de resto dos gigantes; eis que o seu leito, um leito de ferro, não está porventura em Rabá dos filhos de Amon? De nove côvados [4 metros] o seu comprimento , e de quatro côvados [1,78 metros] a sua largura, pelo côvado de um homem." Deutoronômio 3.11
"Também vimos ali gigantes, filhos de Anaque, descendentes dos gigantes; e éramos aos vossos olhos como gafanhotos e assim também éramos aos seus olhos." Números 13.33
"Então saiu do arraial dos filisteus um homem guerreiro, cujo nome era Golias, de Gate, que tinha de altura seis côvados e um palmo [ 3,15 metros]." 1 Samuel 17.4
A Bíblia tinha razão:
Os Nefelins
" E aconteceu que, como os homens começaram a multiplicar-se sobre a face da terra, e lhes nasceram filhas dos homens, viram os filhos de Deus que as filhas dos homens eram formosas; e tomaram para si mulheres de todas as que escolheram." Gênesis 6.4.
"Os Emins dantes habitaram nela, um povo grande, e numeroso, e alto como os gigantes; também estes foram contados por gigantes, como os Anaquins; e os moabitas lhes chamam Emins." Deuteronômio 2.10-11
"Porque só Ogue, rei de Basã, ficou de resto dos gigantes; eis que o seu leito, um leito de ferro, não está porventura em Rabá dos filhos de Amon? De nove côvados [4 metros] o seu comprimento , e de quatro côvados [1,78 metros] a sua largura, pelo côvado de um homem." Deutoronômio 3.11
"Também vimos ali gigantes, filhos de Anaque, descendentes dos gigantes; e éramos aos vossos olhos como gafanhotos e assim também éramos aos seus olhos." Números 13.33
"Então saiu do arraial dos filisteus um homem guerreiro, cujo nome era Golias, de Gate, que tinha de altura seis côvados e um palmo [ 3,15 metros]." 1 Samuel 17.4
A Bíblia tinha razão:
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