02/09/2009

NINIVE, BABILÓNIA E EBLA

NINIVE
Nínive foi a capital da Assíria que inspirou o terror em todo o antigo Médio Oriente por mais de 15 séculos. A Bíblia a chamou de "cidade sanguinária, toda cheia de mentiras e de roubo e que não solta a sua presa" (Na 3:1). Foi contra ela que Jonas certa vez levantou sua pregação, que felizmente resultou na conversão do povo e do rei da época. Muitos duvidavam da existência de Nínive, que foi descoberta nas escavações arqueológicas de Austen H. Layard realizadas entre 1845 e 1857.
Quando Nínive estava no seu apogeu, e, portanto, no seu período de maior violência, outro profeta de Deus declarou: "[O Senhor] fará de Nínive uma desolação e terra seca como o deserto. No meio desta cidade repousarão os rebanhos e todos os animais em bandos alojar-se-ão nos seus capitéis tanto o pelicano como o ouriço; A voz das aves retinirá nas janelas, o monturo estará nos limiares, porque já lhe arrancaram o madeiramento de cedro" (Sf 2:13 e 14). Actualmente, os visitantes vêem apenas uma elevação de terreno que marca o lugar desolado da antiga Nínive. Além disso, ali pastam rebanhos de ovelhas até hoje, conforme fora predito.
C.C. Torrey foi professor da conceituada Universidade de Yale, nos Estados Unidos. Em uma de suas entrevistas ele anunciou a publicação de um estudo que desmentiria completamente o livro de Ezequiel e o contexto histórico que o circundava. O título da obra, Pseudo-Ezekiel and the Original Prophecy (O Falso Ezequiel e a profecia original), já dava uma boa ideia de seu conteúdo minimalista.
Muitos correram para adquirir o best-seller, pois Torrey era, já, conhecido por publicar outros livros polémicos sobre a Bíblia. Ele e seus seguidores já haviam lançado dúvidas sobre o cerco de Nabucodonosor a Jerusalém, desacreditando, inclusive, que houvesse mesmo havido um "cativeiro babilónico" e um retorno dos judeus sob o governo de Ciro.

BABILÓNIA





Antes dele, outros cépticos oriundos do racionalismo e do iluminismo alemão tinham posto em dúvida a existência da própria cidade de Babilónia! Apesar de historiadores extra-bíblicos como Beroso e Heródoto a mencionarem em seus escritos, a cultura racionalista do século 18 parecia ter um fascínio em usar sua não descoberta como argumento para negar passagens da Bíblia que falavam da grande cidade. Foi preciso mais de um século de espera até que, em 1898, o arquitecto e arqueólogo alemão, Robert Koldewey, desenterrasse a cidade sob a colina de Hillah e provasse não somente sua existência, mas seu gigantesco tamanho em relação às proporções da época.
No caso de Torrey, entretanto, apenas oito anos após a publicação de seu livro, foi verificada a impropriedade daquilo que ele dizia (apesar de ser professor de Yale!). Uma equipe britânica estava escavando a impressionante elevação de Tell edh-Duweir, situada entre Debrum e Ascalom, quando perceberam que se tratava da antiga cidade de Laquis mencionada mais de vinte vezes no Antigo Testamento (Exemplo: Js 10:3, 5, 31-35; 12:11; 15:39; 2Rs 14:19; 18:14, 17; 2Cr 11:9; 25:27; 32:9; Ne 11:30; Is 36:2; Jr 34:7 etc). Sua evidência histórica já havia sido firmada desde o achado dos relevos de conquista do palácio de Senaqueribe, em Nínive. Mas sua localização ainda era uma incógnita.
A fortaleza encontrada em Tell edh-Duweir indicava claramente que, além do ataque assírio de Senaqueribe em 701 a.C., a cidade também sofrera, juntamente com outras cidadelas da Judéia, um massivo ataque seqüencial ocorrido nos dias de Nabucodonosor, o que aumentava a probabilidade de terem sido, realmente, os babilónios que saquearam a região, conforme o relato bíblico. A evidência estava tanto ali quanto em outras cidades escavadas na região como Eglon, Beth-shemesh, En Gedi, Gibeah e Arad.

EBLA
Outro grande achado arqueológico foi a descoberta dos Tabletes de Ebla, no norte da Síria em 1974. Dessa verdadeira biblioteca da antiguidade foram recuperadas 14 mil tabuinhas de argila datadas em torno de 2.300 a 2.000 anos a.C., que é justamente o tempo dos patriarcas. As tábuas descrevem uma cultura e um modo de viver similar ao registrado em Génesis entre os capítulos 12 e 50, o que comprova a acurada historicidade do Génesis. A descoberta dos arquivos de Ebla confirmou que a descrição do Génesis quanto a nomes de pessoas e cidades é bastante razoável e neles há bons exemplos de nomes e localidades do período patriarcal até então vistos somente na Bíblia. Entre esses figuram nomes próprios como Adão, Eva, Miguel, Israel, Noé (embora a decifração possa ter uma ou outra variante segundo os especialistas em escrita cuneiforme). Há também nomes de localidades como, por exemplo, a cidade de Sodoma (caso se aceite a interpretação de G. Petinnato, especialista em assiriologia). E, por fim, temos, possivelmente, uma transcrição abreviada do tetragrama sagrado (YHWH) que pode indicar a viabilidade histórica de Génesis 4:26.

03/08/2009

INTRODUÇÃO À ARQUEOLOGIA BÍBLICA

A palavra arqueologia vem de duas palavras gregas, "archaios" e "logos", que significam literalmente “um estudo das coisas antigas”. No entanto, o termo aplica-se, hoje, ao estudo de materiais escavados pertencentes a eras anteriores. A arqueologia bíblica pode ser definida como um exame de artefatos antigos outrora perdidos e hoje recuperados e que se relacionam ao estudo das Escrituras e à caracterização da vida nos tempos bíblicos.
A Natureza e o Propósito da Arqueologia Bíblica
A arqueologia é basicamente uma ciência. O conhecimento neste campo obtém-se pela observação e estudos sistemáticos, e os factos descobertos são avaliados e classificados num conjunto organizado de informações.
A arqueologia é também uma ciência composta, pois busca auxílio em muitas outras ciências, tais como a química, a antropologia e a zoologia. Naturalmente, alguns objectos de investigação arqueológica (tais como obeliscos, templos egípcios e o Partenon em Atenas) nunca estiveram desaparecidos. Outros têm sido encontrados como os manuscristo do Qunram, moedas, anforas, tabletes, pedras com escritos e um número sem fim de objectos que têm sido encontrados.
Funções da Arqueologia Bíblica
A arqueologia auxilia-nos a compreender a Bíblia. Ela revela como era a vida nos tempos bíblicos, o significado de passagens mais dificeis da Bíblia, e como as narrativas históricas e os contextos bíblicos devem ser entendidos.
A Arqueoloia também ajuda a confirmar a exatidão de textos bíblicos e o conteúdo das Escrituras. A arqueologia bíblica tem revelado algu

mas teorias incorrectas de interpretação da Bíblia. Tem auxiliado a estabelecer a exactidão dos originais gregos e hebraicos e a demonstrar que o texto bíblico foi transmitido com um alto grau de exatidão. Tem confirmado muitas passagens das Escrituras, como, por exemplo, afirmações sobre numerosos reis e as narrativa dos patriarcas.


Não se deve ser dogmático, todavia, em declarações sobre as confirmações da arqueologia, pois ela também cria vários problemas para o estudante da Bíblia. Por exemplo: relatos recuperados na Babilónia e da Suméria que descrevem a criação e o dilúvio de modo notavelmente semelhante ao relato bíblico deixaram perplexos os eruditos bíblicos.
A Questão de Antigas Cidades e Civilizações terem Desaparecido.
Sabemos que muitas civilizações e cidades antigas desapareceram como resultado de julgamentos de Deus. A Bíblia está repleta de tais indicações.
As cidades eram geralmente construídas em lugares de fácil defesa, onde houvesse boa quantidade de água e próximo a rotas comerciais importantes. Tais lugares eram extremamente raros no antigo Médio Oriente. Assim, se alguma catástrofe produzisse a destruição de uma cidade, a tendência era reconstruir na mesma localidade. Uma cidade podia ser amplamente destruída por um terramoto ou por uma invasão. Fome ou pestes podiam despovoar completamente uma cidade ou território.
Nesta última circunstância, os habitantes poderiam concluir que os deuses tinham lançado sobre o local uma maldição, ficando assim temerosos de voltar. Os locais de cidades abandonadas reduziam-se rapidamente a ruínas. E quando os antigos habitantes voltavam, ou novos moradores chegavam à região, o hábito normal era simplesmente aplainar as ruínas e construir uma nova cidade. Formava-se, assim, pequenos morros ou taludes, chamados de tell, com muitas camadas sobrepostas. Às vezes, o suprimento de água esgotava-se, rios mudavam de curso, vias comerciais eram redirecionadas ou os ventos da política sopravam noutra direção - o que resultava no permanente abandono de um local.
A Escavação de um Sítio Arqueológico
O arqueólogo bíblico pode dedicar-se à escavação de um sítio arqueológico por várias razões. Se a zona que ele for estudar reconhecidamente cobrir uma localidade bíblica, o mais certo é que ele procure descobrir as camadas de ocupações relativas à narrativa bíblica. Ele pode estar à procura de uma cidade que se sabe ter existido mas ainda não foi de facto identificada. Talvez procure resolver dúvidas relacionadas à proposta identificação de um sítio arqueológico. Possivelmente estará à procura de informações concernentes a personagens ou factos da história bíblica que o ajudarão a esclarecer a narrativa bíblica.
Uma vez que o arqueólogo tenha escolhido o local de busca, e tenha feito os acordos necessários (incluindo autorizações governamentais, financiamento, equipamento e pessoal), ele estará pronto para começar a operação. Uma exploração cuidadosa da superfície é normalmente realizada em primeiro lugar, visando saber o que for possível através de pedaços de cerâmica ou outros artefactos aí encontrados, verificar se certa configuração de solo denota a presença dos resto de alguma edificação, ou descobrir algo da história daquele local. Faz-se, em seguida, um mapa do contorno do sítio e escolhe-se o sector (ou sectores) a ser cavado durante uma sessão de escavações. Esses sectores são geralmente divididos em subsectores de um metro quadrado para facilitar a rotulação das descobertas.
A Arqueologia e o Texto da Bíblia
Embora a maioria das pessoas pense em grandes monumentos e peças de museu e em grandes feitos de reis antigos quando se faz a menção da arqueologia bíblica, cresce o conhecimento de que inscrições e manuscritos também têm uma importante contribuição ao estudo da Bíblia. Embora no passado a maior parte do trabalho arqueológico estivesse voltada para a história bíblica, hoje ela volta-se fundamentalmente para os textos da Bíblia.
O estudo intensivo de mais de 3.000 manuscritos do N.T. grego, datados a partir do II século da era cristã, tem demonstrado que o N.T. foi notavelmente bem preservado na transmissão desde o terceiro século até hoje. Nem uma doutrina foi pervertida. Westcott e Hort concluíram que apenas uma palavra em cada mil do N.T. em grego possui uma dúvida quanto à sua autenticidade.
Uma coisa é provar que o texto do N.T. foi notavelmente preservado a partir do segundo e terceiro séculos; coisa bem diferente é demonstrar que os evangelhos, por exemplo, não evoluíram até à sua forma presente ao longo dos primeiros séculos da era cristã, ou que Cristo não foi gradualmente considerado divino pela tradição cristã. Na viragem do século XX uma nova ciência surgiu e ajudou a provar que nem os Evangelhos e nem a visão cristã de Cristo sofreram evoluções até chegarem à sua forma actual. B. P. Grenfell e A. S. Hunt realizaram escavações no distrito de Fayun, no Egipto (1896-1906), e descobriram grandes quantidades de papiros, que dão início à ciência relacionada com os papiros.
Os papiros, escritos numa espécie de papel grosseiro feito com as fibras de juncos do Egipto, incluíam uma grande variedade de tópicos apresentados em várias línguas. O número de fragmentos de manuscritos que contêm porções do N.T. chega hoje a 77 papiros. Esses fragmentos ajudam a confirmar o texto geral encontrado nos manuscritos maiores, feitos de pergaminho, datados do quarto século em diante, ajudando assim a formar uma ponte mais confiável entre os manuscritos mais recentes e os originais.
O impacto da papirologia sobre os estudos bíblicos foi fenomenal. Muitos desses papiros datam dos primeiros três séculos da era cristã. Assim, é possível estabelecer o desenvolvimento da gramática nesse período, e, com base no argumento da gramática histórica, datar a composição dos livros do N.T. no primeiro século da era cristã. Na verdade, um fragmento do Evangelho de João encontrado no Egipto pode ser paleograficamente datado de aproximadamente 125 a.D.!
Descontado um certo tempo para o livro entrar em circulação, deve-se atribuir ao quarto Evangelho uma data próxima do fim do primeiro século - é exactamente isso que a tradição cristã conservadora lhe tem atribuído. Ninguém duvida que os outros três Evangelhos são um pouco anteriores ao de João. Se os livros do N.T. foram produzidos durante o primeiro século, foram escrito bem próximo dos eventos que registam e não houve tempo de ocorrer qualquer desenvolvimento evolutivo.
Todavia, a contribuição dessa massa de papiros de todo tipo não pára aí. Eles demonstram que o grego do N.T. não era um tipo de linguagem inventada pelos seus autores, como se pensava antes. Ao contrário, era, de modo geral, a língua do povo dos primeiros séculos da era cristã. Menos de 50 palavras em todo o N.T. foram da autoria ( palavras que não existima no seu tempo e que eles formularam) exclusiva dos apóstolos. Além disso, os papiros demonstraram que a gramática do N.T. grego era de boa qualidade, se julgada pelos padrões gramaticais do primeiro século, não pelos do período clássico da língua grega. Além do mais, os papiros gregos não-bíblicos ajudaram a esclarecer o significado de palavras bíblicas cujas compreensão ainda era duvidosa, e lançaram uma nova luz sobre outras que já eram bem entendidas.
Até recentemente, o manuscrito hebraico do A.T. de tamanho considerável mais antigo era datado aproximadamente do ano 900 da era cristã, e o A.T. completo era cerca de um século mais recente. Então, no Outono de 1948, o mundo religioso e académico foram sacudidos com o anúncio de que um antigo manuscrito de Isaías fora encontrado numa caverna próxima à extremidade noroeste do mar Morto. Desde então um total de 11 cavernas da região foram estudados e revelados ao mundo os seus tesouros de rolos e fragmentos. Dezenas de milhares de fragmentos de couro e alguns de papiro forma ali recuperados.
Não só material bíblico aí foi encontrado, foi também de carácter religioso e social ou cultura. Todos os livros do A.T., excepto Ester, estão representados nas descobertas. Como se poderia esperar, fragmentos dos livros mais frequentemente citados no N.T. também são mais comuns no Qumran (o local das descobertas). Esses livros são Deuteronómio, Isaías e Salmos. Os rolos dos livros bíblicos que ficaram melhor preservados e têm maior extensão são dois de Isaías, um de Salmos e um de Levítico.
O significado dos Manuscritos do Mar Morto é tremendo. Eles fizeram recuar em mais de mil anos a história do texto do A.T. (depois de muito debate, a data dos manuscritos de Qumran foi estabelecida como os primeiros séculos a.C e a.D.). Eles oferecem abundante material crítico para pesquisa no A.T., comparável ao de que já dispunham há muito tempo os estudiosos do N.T.
Veja todas as fotos que apresentamos (neste blogue) do Qunram, são expectaculares e emocionantes!

23/07/2009

DESCOBERTA SURPREENDENTE.

Autoridades do norte do Chipre, região ocupada por uma etnia de origem turca, afirmam ter apreendido uma Bíblia que terá cerca de 2000 anos. É usual haver passagem de artefactos antigos oriundos do antigo império egípcio, bem como das terras da palestina habitadas pelos judeus. Esta não é a primeira vez que documentos muito importantes relacionados especialmente com os textos Sagrados a serem encontrados em mãos de pessoas que pretendem obter muito dinheiro fazendo passar estes achados para o Ocidente.
Neste caso, um grupo já referenciado, tinha na sua posse um escrito siríaco antigo, língua que deriva do aramaico, idioma falado na Palestina no Iº século da era cristão e que Jesus falava.
Os especialistas a nosso conhecimento ainda não realizaram um estudo aprofundado, sobre esta Bíblia de forma a datá-la com rigor. Pode-se no entanto afirmar pelas fotos que foram tiradas que a forma das gravuras a tinta dourada e a forma de caligrafia, indicam por si só, ser um documento dos primeiros séculos da nossa era.
Este é um assunto que tentaremos recolher o máximo de informações e colocá-las à disposição dos amigos deste Blogue. Bem-haja pela vossa estima.

16/07/2009

ARQUEOLOGIA BÍBLICA: FRAGMENTO DO EVANGELHO DE SÃO JOÃO

O Papyrus P52 da Biblioteca de Rylands, conhecido como o fragmento de São João, é um fragmento de papiro exposto na Biblioteca de John Rylands, Manchester, Reino Unido.
O Papyrus P52 da Biblioteca de Rylands é o texto mais antigo que se conhece do Novo Testamento. Foi descoberto em 1920, no deserto do Médio Egipto, e tornou-se público em 1935.
As cavernas de Qumrán descobertas em 1947 por beduínos e cujas escavações iniciaram-se em 1950.
Entre 1962 e 1963 foi encontrado o Papiro de Wadi Daliyyat, conhecido pelo Papiro de Samaria, da época persa.
Em 1964 foi descoberto o Papiro de Ketej-Jericó da época persa-helenística.
Em 1991 foi descoberta a chamada Tumba de Caifás
Em 1993 foi descoberta a Estela deTel Dan
Trata-se duma pedra de basalto escuro que menciona a "Casa de Davi", com a inscrição bytdwd, (byt casa dwd Davi).
Em 1996 foi descoberta a inscrição de Ecrom (Tel Mikné) contendo o nome da cidade filisteia de Ecrom e uma lista dos seus reis.
Em 1997 foi descoberto o antigo mosteiro de Katisma.
Em 1998 foi descoberta a Sinagoga de Jericó datada do ano 75 a.C. (Ehud Netzer).
Em 2001 foi descoberta a Estela de Joás, rei de Judá.
Em 2007 foi encontrado o túmulo de Herodes.
Controvérsia
Há controvérsia quanto à veracidade de que a Septuaginta tenha mesmo existido como uma versão pré-cristã do Velho Testamento em grego, pois nunca foi encontrada nenhuma versão do Velho Testamento em grego datando antes de Orígenes (185 — 253 d.C)[1].
Mesmo Dr. Jones e Dr. Silva, defensores da Septuaginta e escritores do proeminente livro Invitation to Septuagint (Convite à Septuaginta), expressam, em duas ocasiões, a fragilidade que cerca o assunto[2] :
a) "The reader is cautioned, therefore, that there is really no such thing as the Septuagint" (O leitor é advertido, portanto, que na verdade não existe uma 'Septuaginta')
b) "Strictly speaking, there is no such thing as the Septuagint. This may seem like an odd statement in a book entitled Invitation to the Septuagint, but unless the reader appreciates the fluidity and ambiguity of the term, he or she will quickly become confused by the literature." (Estritamente falando, não existe uma 'Septuaginta'. Esta parece até uma declaração estranha num livro chamado Convite à Septuaginta, mas a menos que o leitor compreenda a fluidez e ambiguidade do termo, ele ou ela irá se confundir rapidamente pela literatura.

01/07/2009

APÓSTOLO PAULO SEPULTADO EM ROMA

“Estou persuadido de que Ele tem poder para guardar o bem que me foi confiado”
Paulo (Saulo), judeu de Tarso, na Cilícia, e cidadão romano, chamado por Jesus para ser um dos apóstolos quando se dirigia a Damasco para organizar a perseguição contra os cristãos, está sepultado em Roma. Ele chegou à capital do Império na primavera de 63, prisioneiro, para ser submetido ao julgamento de Nero, ao qual apelara, enquanto cidadão romano, depois de sua prisão em Jerusalém, em 58, acusado por alguns judeus de ter ultrajado a lei de Moisés. A viagem de Paulo é descrita por Lucas, que o acompanhou, nos Atos dos Apóstolos (Act. 27, 1-44): de navio até Malta, chegando primeiro às ilhas de Chipre e de Creta, depois a Siracusa, Régio e Putéoli, ou seja, por toda a Via Ápia até Forum Appi (perto de Terracina) e as Tres Tabernae (Pizzo Cardinale, a poucos quilômetros da atual Cisterna), localidades nas quais vieram a seu encontro os cristãos de Roma, para, enfim, chegar à Urbe. Na capital do Império, ficou sob custodia militaris (ou seja, livre para morar em sua casa, mas sob a vigilância de um soldado), à espera do processo, que provavelmente não se realizou, pois seus acusadores não se apresentaram em Roma. Uma tradição indica como morada de Paulo um edifício no Tibre, onde hoje vemos a igreja de São Paulo em Regra (as pesquisas arqueológicas realizadas até hoje confirmam aí a existência de edificações romanas do final do século I d.C.); houve quem quisesse indicar uma outra residência do apóstolo, num período seguinte, perto na domus de Áquila e Priscila, no Aventino, lugar em que hoje vemos a igreja dedicada a Santa Prisca. No ano de 66 ou 67, quando foi processado e condenado ao martírio por decapitação. Algumas das palavras do apóstolo dirigidas a Timóteo testemunham o seu sentimento de abandono e sua solidão: “Demas me abandonou por amor do mundo presente. Ele partiu para Tessalónica” (2Tm 4, 10); “Somente Lucas está comigo” (2Tm 4, 11); “Na primeira vez em que apresentei a minha defesa ninguém me assistiu, todos me abandonaram. Que isto não lhes seja imputado” (2Tm 4, 16). Há três anos foi encontrado um sascófago na Basílica de São Paulo Extramuros, em Roma, uma equipa de arqueólogos desde então (2006) têm desenvolvido um aturado trabalho com os mais sofisticados meios para datar os ossos que aí foram encontrados.

A confirmação foi feita domingo à tarde (28/06/2009) pelo Papa Bento XVI: "No sarcófago de pedra que nunca antes tinha sido aberto foi descoberto material e restos de ossos humanos com a ajuda de uma sonda introduzida por um pequeno orifício. Tudo parece confirmar a tradição unânime e incontestada de que são os restos do apóstolo Paulo. Esta descoberta comove-nos profundamente."

30/06/2009

CATACUMBAS DE ROMA: DESCOBERTA A MAIS A ANTIGA IMAGEM DE S. PAULO COM 1.700 ANOS




Arqueologistas descobriram o que acreditam ser a imagem mais antiga de São Paulo. (Foto: Reprodução/Osservatore Romano )
Arqueologistas do Vaticano descobriram o que acreditam ser a imagem mais antiga ainda existente do Apóstolo São Paulo. Datada do século IV, ela foi encontrada nas paredes de catacumbas sob Roma. O jornal do Vaticano Osservatore Romano, ao revelar a descoberta no domingo, publicou a fotografia de uma imagem pintada em afresco de um rosto masculino com barba preta e uma auréola brilhante sobre um fundo vermelho. Especialistas da Comissão Pontífice para Arqueologia Sagrada fizeram a descoberta em 19 de Junho nas Catacumbas de Santa Tecla em Roma e a descreveram como "o mais antigo ícone da história dedicado ao culto do Apóstolo", de acordo com o jornal do Vaticano. São Paulo e São Pedro são reverenciados pelos cristãos como os maiores missionários da antiguidade. Os cristãos dos tempos antigos em Roma enterravam seus mortos em catacumbas cavadas nas pedras sob a cidade e decoravam as paredes subterrâneas com imagens de devoção.

09/06/2009

O TERRAMOTO DE LISBOA (1755) NA PROFECIA BÍBLICA

A profecia não somente prediz a maneira e objectiva da vinda de Cristo, mas apresenta sinais pelos quais os homens podem saber quando a mesma está próxima. Disse Jesus: "Haverá sinais no Sol, na Lua, e nas estrelas." Luc. 21:25. "O Sol escurecerá, e a Lua não dará a sua luz. E as estrelas cairão do céu, e as forças que estão no céu serão abaladas. E então verão vir o Filho do homem nas nuvens, com grande poder e glória." Mar. 13:24-26.
O profeta do Apocalipse assim descreve o primeiro dos sinais que precedem o segundo advento: "Houve um grande tremor de terra; e o Sol tornou-se negro como saco de cilício, e a Lua tornou-se como sangue." Apoc. 6:12.
Estes sinais foram testemunhados antes do início do século XIX. Em cumprimento desta profecia ocorreu no ano 1755 o mais terrível terramoto que já se registou. Posto que geralmente conhecido por terramoto de Lisboa, estendeu-se pela maior parte da Europa, África e América do Norte. Foi sentido na Groenlândia, nas Índias Ocidentais, na Ilha da Madeira, na Noruega e Suécia, Grã-Bretanha e Irlanda. Abrangeu uma extensão de mais de dez milhões de quilómetros quadrados. Na África, o choque foi quase tão violento como na Europa. Grande parte da Argélia foi destruída; e, a pequena distância de Marrocos, foi tragada uma aldeia de oito ou dez mil habitantes. Uma vasta onda varreu a costa da Espanha e da África, submergindo cidades, e causando grande destruição.
Foi na Espanha e Portugal que o choque atingiu a maior violência. Diz-se que em Cádiz as ondas tiveram a altura de vinte metros. Montanhas, "algumas das maiores de Portugal, foram impetuosamente sacudidas, como que até aos fundamentos; e algumas delas se abriram nos cumes, os quais se partiram e rasgaram de modo maravilhoso, sendo delas arrojadas imensas massas para os vales adjacentes. Diz-se terem saído chamas dessas montanhas". – Princípios de Geologia, Sir Charles Lyell.
Em Lisboa, "um som como de trovão foi ouvido sob o solo e imediatamente depois violento choque derribou a maior parte da cidade. No lapso de mais ou menos seis minutos, pereceram sessenta mil pessoas. O mar a princípio se retirou, deixando seca a barra; voltou então, levantando-se doze metros ou mais acima de seu nível comum". "Entre outros acontecimentos extraordinários que se refere terem ocorrido em Lisboa durante a catástrofe, esteve o soçobro do novo cais, construído inteiramente de mármore, com vultosa despesa. Grande número de pessoas ali se ajuntara em busca de segurança, sendo um local em que poderiam estar fora do alcance das ruínas que tombavam; subitamente, porém, o cais afundou com todo o povo sobre ele, e nenhum dos cadáveres jamais flutuou na superfície." – Lyell."
O choque" do terramoto "foi instantaneamente seguido da queda de todas as igrejas e conventos, de quase todos os grandes edifícios públicos, e de mais da quarta parte das casas. Duas horas depois, aproximadamente, irromperam incêndios em diferentes quarteirões, e com tal violência se alastraram pelo espaço de quase três dias, que a cidade ficou completamente desolada. O terramoto ocorreu num dia santo, em que as igrejas e conventos estavam repletos de gente, muito pouca da qual escapou." – Enciclopédia Americana, art. Lisboa.
"O terror do povo foi indescritível. Ninguém chorava; estava além das lágrimas. Corriam para aqui e para acolá, em delírio, com horror e espanto, batendo no rosto e no peito, exclamando: ‘Misericórdia! É o fim do mundo!’ Mães esqueciam-se de seus filhos e corriam para qualquer parte, carregando crucifixos. Infelizmente, muitos corriam para as igrejas em busca de protecção; mas em vão foi exposto o sacramento; em vão as pobres criaturas abraçaram os altares; imagens, padres e povo foram sepultados na ruína comum." Calculou-se que noventa mil pessoas perderam a vida naquele dia fatal.