29/10/2008

O LIVRO DE ESTER







O Livro de Ester é um dos livros históricos do Antigo Testamento da Bíblia. Possui 10 capítulos. Conta a história da rainha Ester.
O título deriva do nome do seu principal personagem. Os
judeus chamam-lhe de Meghil-láth És-tér, ou simplesmente o Meghil-láh, que significa "rolo", "rolo escrito", porque constitui para eles um rolo muito estimado.
Uma forte evidência da autenticidade do livro é a Festividade de
Purim, ou de Sortes, comemorada pelos judeus até ao dia de hoje; no seu aniversário, o livro inteiro é lido nas sinagogas. Diz-se que uma inscrição cuneiforme, evidentemente de Borsipa, menciona um oficial persa de nome Mardukâ (Mardoqueu), que estava em Susa (Susã) no fim do reinado de Dario I ou no começo do reinado de Xerxes I. — Zeitschrift für die alttestamentliche Wissenschaft (Revista de Ciência do Velho Testamento), 1940/41, Vol. 58, pp. 243, 244; 1942/43, Vol. 59, p. 219.
O Livro de Ester está de pleno acordo com o restante das Escrituras e complementa os relatos de
Esdras e de Neemias por contar o que aconteceu no exílio do povo de Deus na Pérsia.
O autor. Desconhece-se quem escreveu este livro. Pela preocupação do autor relativamente ao bem estar do povo judeu no momento de crise nacional leva-nos a crer que é alguém da raça. O facto de que o autor identifica Mardoqueu como um benjamita (cap. 2:5) pode sugerir que o mesmo fora da tribo de Benjamim. Por outro lado, é evidente que é alguém muito relacionado com a corte persa, pelo menos ao nível dum funcionário subalterno, ou eventualmente alguém que tinha acesso directo a essa informação por alguém desta nacionalidade.
É possível que o autor tenha sido Esdras, que presidiu uma expedição a Jerusalém no ano 7 de Artaxerxes I (457 A.C.). Esdras era uma autoridade, um conhecedor da lei judaica (ver Esdras 7:1-14), e pode ter sido um empregado da realeza, talvez conselheiro legal do rei . É evidente que Artaxerxes o tinha como pessoa de toda a confiança fossem quais fossem as circunstancias (ver Esdras 7:25-28). A crise provocada por Aman deve ter ocorrido no ano 474/473 A. C., 16 ou 17 anos antes da viagem deste para Jerusalém. Por estes motivos, é razoável pensar que Esdras estava suficientemente familiarizado com os detalhes do relato para o ter escrito.

29/09/2008

DESCOBERTA DAS LÂMPADAS DAS DEZ VIRGENS

A arqueologia em Israel contribui para a compreensão dos laços entre o passado e o presente do país, revelando milhares de anos de história em cerca de 3.500 sítios. Muitos dos achados reflectem a longa conexão do povo judeu com a Terra de Israel, como os estábulos do Rei Salomão em Meguido (Vale de Jezreel), as casas do período israelita na Cidade de David (Jerusalém), os banhos rituais em Massada, numerosas sinagogas e os pergaminhos do Mar Morto, que contêm a mais antiga cópia existente do Livro de Isaías em escrita hebraica, ainda legível.








As escavações revelaram também vestígios de outras civilizações que deixaram a sua marca no país através dos séculos. Todos os achados são catalogados, e os sítios históricos são cuidadosamente preservados e identificados, para o benefício de pesquisadores e visitantes.







Um dos objectos mais encontrados são as lâmpadas apresentdas em Mateus 25: A Parábola das Dez Virgens. As lâmpadas não serviam exclusivamente para iluminar as casas mas também ajudar as pessoas nos percursos entre casas familiares e como diz a parábola como um símbolo de quem "espera" ou assinala a sua presença.

07/09/2008

OS TÚMULOS DA FAMÍLIA DE NOÉ

(Génesis 7:6) – E era Noé da idade de seiscentos anos, quando o dilúvio das águas veio sobre a terra.
(Génesis 7:7) – Noé entrou na arca, e com ele seus filhos, sua mulher e as mulheres de seus filhos, por causa das águas do dilúvio.
(Génesis 7:8) – Dos animais limpos e dos animais que não são limpos, e das aves, e de todo o réptil sobre a terra,
(Génesis 7:9) – Entraram de dois em dois para junto de Noé na arca, macho e fêmea, como Deus ordenara a Noé.
(Génesis 7:10) – E aconteceu que passados sete dias, vieram sobre a terra as águas do dilúvio.
(Génesis 7:11) – No ano seiscentos da vida de Noé, no mês segundo, aos dezassete dias do mês, naquele mesmo dia se romperam todas as fontes do grande abismo, e as janelas dos céus se abriram,
(Génesis 7:12) – E houve chuva sobre a terra quarenta dias e quarenta noites.
(Génesis 7:13) – E no mesmo dia entraram na arca Noé, seus filhos Sem, Cão e Jafé, sua mulher e as mulheres de seus filhos.

















(Génesis 8:4) – E a arca repousou no sétimo mês, no dia dezassete do mês, sobre os montes de Ararate.
(Génesis 9:18) – E os filhos de Noé, que da arca saíram, foram Sem, Cão e Jafé; e Cão é o pai de Canaã.
(Génesis 9:19) – Estes três foram os filhos de Noé; e destes se povoou toda a terra.


Aparentemente esta imagem - não está absolutamente provado que o seja - é um fóssil. Encontra-se no lugar onde a Arca de Noé se fixou, será a ARCA? Ninguém por enquanto pode responder com exactidão. Em todo o caso, tem a forma de um enorme barco.















MONTE ARARATE - VISTO DA CIDADE DA DE EREVAN, ARMÉNIA.














MONTE ARARATE













DESCOBERTAS NO LAGO QARE

No dia 28 de Junho partimos para o Lago Qare, no Monte Aragats na Arménia, juntamente com um guia profissional. Uma excelente estrada leva até ao Lago, onde se localiza o Instituto de Física da Arménia, onde se estuda os raios cósmicos. Depois de uma série de atrasos, chegamos ao Lago Qare e descobrimos que havia muito mais neve e lama do que suponhamos.
Ao chegarmos ao estacionamento existente numa das extremidades do lago, o nosso guia perguntou-nos, para onde queríamos ir. Apontei-lhe a encosta da montanha mais próxima do estacionamento, onde achei que poderíamos encontrar algumas inscrições. Em vez de seguir um caminho que parecia ser o mais curto, seguimos outro que rodeava o lago.





















Quando atingimos o ponto extremos, divisei uma grande rocha com cerca de 1,2 por 1,8m. ao aproximar-me notei a figura de uma grande serpente esculpida na parte superiora da rocha. Reconheci que estava a descobrir algo muito importante, pois nos alfabetos antigos a serpente simboliza a letra N (do Semítico nahash, “serpente”). Também é a primeira letra do nome do Noé bíblico. O restante da inscrição pode ser decifrado como “daqui a pomba bateu asas saindo da arca”.
A identificação da primeira rocha com a inscrição motivou-me a procurar noutras ares. Encontrei mais rochas com inscrições num raio de oito metros a partir da primeira.
Quatro dentre elas são representativas da cabeça de vários membros da família de Noé – Sem, Cão e Jafé. Os homens têm os seus nomes inscritos (a leitura é feita da direita para a esquerda), porém os nomes das suas esposas são simplesmente mencionados como “mulher (ashat) de”.
Uma dessas rochas gravadas foi importante para a determinação da natureza do grande monte existente no outro lado do lago. Essa rocha estava posicionada horizontalmente, com cerca de dois terços acima do caminho, para demarcar o pico. A efígie de um homem é mostrada no lado direito do pico, tendo a seu lado inscritas duas palavras: Noach, ou seja, Noé, e qeber, isto é, túmulos.

LEITURA DAS INSCRIÇÕES
Observei, pela primeira vez, a inscrição aqui usada no outro lado da fronteira, ao visitar a formação Durupinar, perto de Dougbayazir, na Turquia. Foi uma verdadeira surpresa descobrir um par de breves inscrições alfabéticas, pois eu tinha imaginado que qualquer escrita que fosse encontrada nessa área próxima do local em que pousou a Arca de Noé, teria de ser cuneiforme. Porém, aqui estava uma escrita alfabética relacionada com o proto-sinaítico, o mais antigo alfabeto da humanidade, conhecido originalmente nas minas de turquesa do Sinai, em meados do segundo milénio a.C, e descoberto mais recentemente no início do segundo milénio antes de Cristo no Egipto. Aqui estava a forma mais antiga desse alfabeto semítico encontrado na Turquia oriental e agora Arménia.
Aquela rocha com a inscrição das duas palavras (Noach qeber; ou túmulo de Noé), parece ser um modelo ou um indicador do monte funerário de Noé, que se encontra no lado oposto do lago, no plano visual da rocha gravada. Infelizmente essa interpretação não me ocorreu a não ser algum tempo depois no meu retorno a casa.
Uma rocha maior com inscrições, localizada mais próxima à beira do lago, mostra uma cena mais ampla que pode ser decifrada. No canto direito inferior está Noé com a sua mão levantada, mostrando estar a soltar um pássaro. A pomba (yonah) está por cima dele, à direita, enquanto o corvo (oreb) está no outro lado, em cima. No canto esquerdo inferior, oposto a Noé, é mostrada a arca repousando no Monte Ararat. Existem inscrições pouco perceptíveis em cada uma das figuras. Essa cena implica que a montanha sobra a qual a arca pousou era essa, e não outra a 48 km ao sul.
Após caminharmos um pouco mais de uma hora, desabou uma tempestade e tivemos de nos retirar prematuramente do local. Não obstante, fomos capazes de conseguir mais do que esperávamos.

O TÚMULO DE SEM
Para meu grande desapontamento, não conseguimos voltar ao Monte Aragatz para mais explorações. No entanto, abriu-se outro horizonte de pesquisa. Fomos a Sisian, a 3 quilómetros de Zorats Qater, um grande sítio de megalíticos, conhecido como o Stonehenge da Arménia. Embora as colunas de pedra em Zorats Qarer não sejam tão altas como as de Stonehenge, na Inglaterra, são em maior número e espalhadas cobrindo uma área muito maior Algum Antropólogo ou Arqueólogo arménio numero a maioria das pedras com tinha branca. A numeração mais alta que vi foi de 180, se bem que possa haver um número maior ainda. Elas espalham-se por uma zona de mais de 400 metros em fileiras distintas.
Passamos mais de duas horas a fotografar cerca de 60 dessas colunas. Muitas delas têm curtas inscrições em baixo ou alto-relevo, com vários graus de legibilidade devido à acção das intempéries ou do crescimento de líquenes. As inscrições legíveis utilizavam o mesmo alfabeto antigo que vimos no Monte Aragatz.
Na ausência de melhor explicação, a interpretação arménia usual desse campo é que ele pode representar antigas referências astronómicas semelhantes aos de Stonehenge. Porém, Zoratz Qarer é bastante distinta de Stonehenge, especialmente porque no seu centro se encontra um túmulo. A pergunta importante, então, é quem está sepultado no túmulo? As inscrições desgastadas pelo tempo provêem a resposta. Numerosas delas referem-se ao túmulo de Sem e da sua mulher. Uma das inscrições mais legíveis pode ser vista num dos referenciais. A palavra qeber está inscrita no lado esquerdo da estela, e o nome de Sem está gravado com as suas três letras curtas e sumples no lado direito, e novamente com letras menores na parte central inferior. Outros nomes masculinos da família de Noé também se encontram aqui, porém sem associação com a palavra que significa “sepultura”.

O TÚMULO DE CÃO, SEM E JAFÉ
Com o nosso espírito consideravelmente impressionado pelas descobertas em Zorast Qarer, fizemos outra excursão a um grande vale, a três horas de distancia ao sul de Sisiian. É um vale profundo e descemos por uma estrada cheia de curvas. Chegámos ao Mosteiro Tatev. Fiquei surpreendido ao descobrir mais inscrições referentes a Noé, em três grandes blocos de rocha no pátio do mosteiro. Os monges construtores do mosteiro (por volta do ano 1.000 a.D) preservaram cuidadosamente a parte posterior desses blocos, ao fazerem as suas próprias inscrições na parte da frente dos blocos. No verso desses três blocos podem ler-se os nomes de Sem, ao centro, de Cão, à direita, e de Jafé, à esquerda.

William H. Shea (MD. Loma Linda University of Michigan)

05/09/2008

CAFARNAUM A CIDADE DE JESUS E O BARCO DE PEDRO

"E, deixando Nazaré, foi [Jesus] habitar em Cafarnaum, cidade marítima, junto ao caminho do mar, além do Jordão, a Galileia das nações" (Mt 4:13,15)"E tu, Cafarnaum, que te ergues até aos céus, serás abatida até aos infernos;porque, se em Sodoma tivessem sido feitos os prodígios que em ti se operaram,teria ela permanecido até hoje." (Mt 11:23)Escavações realizadas em Cafarnaum revelaram a existência de uma antiga sinagoga central, segundo grandes pesquisadores, a mesma na qual Jesus ensinava diante de "uma multidão surpresa" (Marcos 1:21,22). Ao lado, foto da velha sinagoga branca de Cafarnaum, onde Jesus ensinou e orou durante boa parte do seu ministério de dois anos ao longo do Mar de Galileia.









Vista aérea do conjunto de escavações arqueológicas realizadas na área da antiga Cidade de Cafarnaum.


Actualmente, um memorial foi construído sobre o que restou da Casa de Pedro, como forma de proteger o remanescente do primeiro século do processo depredatório gerado pela enorme visita turística.


Interior do Memorial, recinto de orações e reflexões, em cujo centro foi assentado um piso de vidro transparente que permite aos visitantes contemplarem as ruínas sem entrar em contacto físico com as mesmas.


Em Janeiro, 1986, Moshe e o seu irmão Yuval contemplavam o Mar de Galileia e notaram uma sombra estranha amoldada no chão do lago.
O Mar estava perigosamente baixo, devido a uma seca severa, e esta era a primeira vez que Moshe e Yuval – ambos, modernos pescadores diários – puderam ver o fundo do mar, tão claramente.
O que o Moshe e Yuval viram era a forma de um barco, cujo significado arqueológico só seria confirmado na década seguinte.


O governo israelita emitiu uma ordem especial para, "baixar o nível do Mar da Galileia para preservar o barco do primeiro século que foi achado no fundo do mar. Porém, em lugar de fazer assim, um dique foi construído para bombear água para fora da área; desse modo, a equipa de escavações trabalhou cuidadosamente para preservar a arte do primeiro século. Hoje, o barco pode ser visto num museu especialmente construído no Kibbutz Ginossar, no Mar de Galileia.

Realmente, este é um sítio arqueológico privilegiado, pois a Casa de Pedro era localizada entre o Mar da Galileia e a Sinagoga de Cafarnaum, esta edificada pelo centurião da Cidade e onde Jesus ensinou (cf. Lucas 7.1-5; Mc 1.21). Nesse lugar, Jesus curou a sogra de Pedro (Mc 1:29-34), curou um paralítico que foi baixado pelo telhado da casa (Mc 2:1-4), e orou pelas multidões que incessantemente o buscavam. (Mt. 12:46-50).

04/08/2008

SÍTIOS ARQUEOLÓGICOS

Actualmente, os territórios bíblicos estão cheios de escavações, sítios arqueológicos e museus abertos ao público em geral. Entre os mais destacados podem-se encontrar:

1-
A Igreja do Santo Sepulcro.
Um complexo de sítios que compreende no alegado túmulo de
Jesus e o Calvário. A sua identificação leva em conta achados arqueológicos, mas baseia-se na maior parte na tradição do século IV d.C., devido a evidências de túmulos judeus, artefactos romanos, construções constantinas e influências otomanas.

2- O Museu de Israel.
Reúne objectos de valor universal, para estudos bíblicos, a
história e pré-história do chamado Médio Oriente. Este Museu é conhecido como um dos mais importantes museus relacionados à arqueologia bíblica.

3-
O Túnel de Ezequias.
Passando por baixo da
Cidade Antiga de Jerusalém e dos seus Muros, é um dos elementos declarados na Bíblia tanto nas Escrituras Hebraicas como nas Escrituras Grego Cristãs.

4-
O Barco da Galileia.
Em
1986, um dos últimos achados foi um barco enterrado perto do Mar da Galileia, perto da antiga Cafarnaum e para surpresa, datado do Século I, portanto do tempo de Jesus. Por esta razão, “O barco da Galileia” tem sido chamado “O Barco de Pedro”, porque se permite ter uma ideia do tipo de embarcações que os pescadores que conheceram Jesus, usavam. O barco da Galileia mede cerca de 8 metros de comprimento e 2,3 metros de largura.

5-
Qumrán.
Para muitos, este é um dos achados mais importantes de todos os tempos. Embora haja controvérsias se teria sido o local de uma seita judaica (
essénios), com ruínas dum possível mosteiro, estas cavernas são de grande importância para a arqueologia bíblica, devido ao grande número de achados, como papiros, códices da Tanak, do Novo Testamento, e muitos outros elementos para a história dos estudos bíblicos.

CONSTRUÇÕES BÍBLICAS CONFIRMADAS:
1- A cidade de Gibeão.
2-
O Túnel de Ezequias.
Um túnel de 533 metros foi construído para prover a
Jerusalém, água subterrânea, em prevenção da invasão assíria de 701 a.C.
3-
As Muralhas de Jericó
As “Muralhas de Jericó” datadas de aproximadamente
1550 a.C., tendo como a causa um cerco ou um terramoto no contexto de extracto denominado Destrucción Ciudad IV. Existem discussões sobre se a dita destruição corresponde à descrição bíblica ou não. De acordo com o relato bíblico, os israelitas destruíram a cidade depois que as suas muralhas caíram, por volta de 1407 a.C.. As escavações de John Garstang, em 1930, datam a destruição de Jericó em 1400 a.C., mas após escavações de Kathleen Kenyon, em 1950, a sua datação foi de 1550 a.C.. Bryant G. Wood crítico do trabalho de Kenyon, observou ambiguidades nas investigações com o carbono 14 que deram como resultado o ano de 1410 a.C., com 40 anos de diferença. Assim, Wood confirmou as conclusões de Garstang. Infelizmente, a dita prova de carbono teria sido resultado de uma má calibração. Em 1995, Hendrik J. Bruins e Johannes van der Plicht utilizaram uma prova de radiocarbono de alta precisão para 18 amostras de Jericó, incluindo seis amostras de cereal carbonizado, que deram como resultado uma antiguidade superior a 1562 a.C.
4-
O Segundo Templo:
Confirmado pelo parecer ocidental. Construído por
Herodes I o Grande;
5-
A Rampa da cidade de Laquis, conquistada pelo rei rei assírio Senaqueribe em 701 a.C.
6-
O Reservatório de Siloé.
Uma piscina, ao sudeste das muralhas da cidade, e receptora das águas do Túnel de Ezequias.
7- O Templo de Siquém. Mencionado em
Juízes capítulo 9.
Em
1910, arqueólogos encontraram ali cacos de cerâmica com inscrições, registando despachos de vinho e de azeite de oliveira e pagamento de impostos. Mas muitos dos nomes próprios inscritos neles continham o componente bá•al (Baal). Os arqueólogos também descobriram fragmentos em painéis de marfim.
8- TUMULOS:
No
Iraque, o arqueólogo Sir Leonard Wooley descobriu 16 túmulos de reis no cemitério da antiga Ur, foi uma extraordinária descoberta “A riqueza nesses túmulos, que continua sem igual na arqueologia mesopotâmica, incluía algumas das mais famosas peças da arte suméria que agora embelezam as salas do ‘’Museu Britânico e do Museu da Universidade da Pensilvânia”.
Dezanove túmulos localizados ao ocidente de
Jerusalém têm sido datados sem dúvida, ao tempo da Monarquia da Judeia, mas é possível que representem sítios em memória dos reis mencionados em II Crónicas 16:14; 21:19; 32:33 e no Livro de Jeremias 34: 5.
9-
A Tumba de Herodes.
Em
Maio 2007, arqueólogos da Universidade Hebraica de Jerusalém anunciaram a descoberta da tumulo onde teria sido enterrado o rei Herodes I o Grande, perto de Jerusalém. Herodes, que reinou nos finais do Século I a.C., teria vivido na época de Jesus. Foi enterrado num mausoléu rectangular de 2,5 metros de comprimento com um tecto em forma de triângulo.
10- O Cilindro de Ciro.
O Cilindro de
Ciro II da Pérsia é feito de argila, e regista um importante decreto do rei persa, encontra-se exposto no Museu Britânico, em Londres. A conquista de Babilónia, de um modo rápido e sem batalha pelo Império medo-persa, descrita em Daniel 5:30-31, é confirmada no relato do Cilindro de Ciro.
11-
O Cilindro de Nabonido.
Trata-se de um
cilindro de argila do rei Ciro o Grande, conquistador de Babilónia. Foi encontrado no Templo de Shamash em Sippar, perto de Bagdad. A conquista de Ciro é também descrita na Crónica de Nabonido. Em escrita cuneiforme, na Língua acádia, encontra-se o nome de Belsazar como o filho de Nabonido, último rei de Babilónia. O Livro de Daniel capítulos 5, 7, e 8 menciona Belsazar como um rei conhecido; nota-se também que Belsazar oferece o terceiro lugar no seu reino como um grande prémio.
12-
Os textos de Balaão:
Tinta sobre
gesso, encontrados em Deir ´Alla na Jordânia - (Números 22 - 24).
13- Asas de vasilha GBON (גבען):
Foram recuperadas da piscina de Gibeão e teriam algumas inscrições:
Algumas com a inscrição: "Hananiah" que pode ter relação com a pessoa mencionada em Jeremias 28:1.
Outros nomes inscritos são: Amariah, Azariah, Domla, Geder, Hananiah, Neri, Shebuel.
14- Selo de Gemariah ben Shaphan:
Impresso em
bula, foi encontrado durante as escavações de Yigal Shiloh en 1983, provavelmente pertencente à pessoa mencionada em Jeremias 36:10.
15-
Inscrição da Casa de David e na Estela de Tell Dan:
A inscrição consiste em três fragmentos: o primeiro e mais extenso foi descoberto em
1993 e os fragmentos menores em 1994.
16- Selo de Jaazaniah:, servo do rei (ליאזניהו עבד המלך):
Encontrada no túmulo 19 em Tel en-Nasbeh (
Mispá).
Possivelmente pertencente ao capitão do exercito em Mispá, mencionado em
II Reis 25: 23.
17-
O túmulo de Caifás descoberto em Jerusalém em 1990.
18- Selo de Jehucal ben Shelemia ben Shobi (יהוכל בן שלמיהו בן שבי):
Estampado em
bula, encontrado nas escavações de Eilat Mazar num suposto palácio do Rei David em 2005. Provavelmente se refere ao mencionado relato do Livro de Jeremias 37,:3 e 38: 1
19-
As Ostracas de Laquia.
Textos encontrados em
1930, que descrevem acontecimentos do final do século VII a.C., pouco depois da conquista dos caldeus.
Carta No. 3, menciona uma advertência do profeta.
Carta No. 4, menciona
Laquis y Azekah como os últimos lugares conquistados, tal como regista Jeremias 34:7.
Carta No. 6, descreve uma conspiração descrita em Jeremias 38:19 e 39: 9, é utilizada uma semantica idêntica a Jeremias 38:4.
20-
A Inscrição de Pôncio Pilatos encontrada no teatro romano de Cesaréia:
O Governador da
Judeia, Pôncio Pilatos, erigiu o Tibérium em honra de Tibério César.
Texto actual da terceira linha da inscrição:
TIBERIEUM
PONTIUS PILATUS
PRAEFECTUS IUDAEAE
21-
A conquista de Samaria por Sargão II da Assíria:
Inscrição (ANET 284) encontrada por Paul-Émile Botta e Dur-Sharrukin no ano
1843: "sitiei e conquistei Samaria, deportei 27.290 habitantes desta... Reconstruí o melhor e estabeleci ali povos de outros países que eu mesmo conquistei." ( II Reis 17: 23-24).

Jeú aos pés de Salmanasar III no Obelisco Negro.

NOVAS DESCOBERTAS "TIAGO" IRMÃO DE JESUS

John Noble Wilford The New York Times.
Uma inscrição - com 2.000 anos -na pedra de um sepulcro recentemente encontrado perto de Jerusalém. Tem a seguinte frase: "Tiago, filho de José, irmão de Jesus".
Este pode ser o artefacto mais antigo já encontrado relacionado à existência de Jesus, concluiu um estudioso francês na análise da inscrição que será publicada na Biblical Archaeology Review.
Se a inscrição for autêntica e se referir a Jesus de Nazaré, será o documento mais antigo conhecido de Jesus fora da Bíblia. A Revista, que anunciou a descoberta, está a promover como a "descoberta arqueológica mais antiga para corroborar as referências bíblicas a Jesus".
Outros estudiosos estão a reagir com muita cautela, considerando o achado arqueológico importante e intrigante. Dizem, no entanto, que será praticamente impossível confirmar um elo definitivo entre a inscrição e qualquer uma das figuras centrais do cristianismo.

02/08/2008

ARQUEOLOGIA CIDADE DE JERUSALÉM

A Cidade de Jerusalém está inserida entre as mais antigas do mundo. Aqui, camada sob camada e séculos após séculos, acumulam-se evidências significativas de alguns dos mais importantes factos da História da Humanidade.
Essa razão tem incitado a curiosidade de cientistas e de pesquisadores de todas as partes do planeta, especialmente Arqueólogos.






















O Parque Arqueológico de David. Estende-se por um cume a sudoeste da Cidade Velha. Com as fontes de Guichon a seus pés, encontram-se vestígios significativos de fortificações cananitas e israelitas, uma estrutura de 16 metros de altura, do séc. X a. C., possivelmente construída pelo Rei David e habitações dos judeus do séc. VIII e VII a.C.








O jardim arqueológico de Ofel. No extremo sudoeste do Monte do Templo, estão 2.500 anos de história em 25 camadas de estruturas de 25 governantes. A escadaria centenária centenária, o portão de Hulda - por onde os fiéis penetravam no segundo Templo - e ruínas de palácios reais da época dos mulçumanos séc. VII e.C., são algumas das preciosidades que aí se encontram.












A Casa Queimada - (na realidade, uma cave que era usada como oficina de uma casa destruída pelos romanos no ano 70a. C.), testemunha do fim da antiga Jerusalém judia.












Palácio Herodiano - residências dos abastados da época, inclusive dos sacerdotes do Templo, durante o Período Herodiano.