31/05/2012

Arqueólogos Encontram Antiga Inscrição em Tel Gezer, Israel

JERUSALÉM (SWBTS) – arqueólogos dirigidos pelo Southwestern Baptist Theological Seminary de Fort Worth, Texas, descobriram uma inscrição bilíngue no antigo sítio de Tel Gezer, em Israel. Gezer, uma cidade bíblica, situado na fronteira entre os filisteus e território israelita. Gezer era a cidade militar que impedia os filisteus de entrarem em Jerusalém. A cidade foi dada como dote à filha de Faraó, que se casou com o rei Salomão. Gezer é bem conhecida no período depois dos Macabeus de pedras na fronteira da mesma foram encontradas pedra com inscrições em hebraico e grego. Além de encontrarem novas inscrições, a equipa de pesquisa Southwestern Seminary redescobriu uma inscrição que havia sido perdida pela comunidade arqueológica por mais de um século.

A data limite das inscrições é fixada no período de conflito entre os selêucidas e Macabeus. Elas revelam que a cidade tinha terras agrícolas em torno e que os ocupantes judeus estavam preocupados com manter os seus campos de acordo com a lei judaica. Essas descobertas são significativas uma vez que os marcos de fronteira têm sido muito procurados, mas com prazos longos entre as novas descobertas. De acordo com Ronny Reich, da Universidade de Haifa e Zvi Greenhut da Autoridade de Antiguidades de Israel, há 12 pedras Gezer conhecidas na fronteira que datam do período dos Macabeus. Estas inscrições bilíngues encontram em Gezer, tanto a Sudeste e a Nordeste. Estas inscrições estão em duas linhas de leitura e lê-se "Região de Gezer" numa linha em hebraico e "Pertencente a Alkios" na segunda linha em grego.

A pedra descoberta ou redescoberta recentemente aumenta o número de pedra “marcos” para 13. A inscrição está muito desgastada e é uma inscrição bilíngue como as outras, com algumas pequenas diferenças. É uma inscrição com três linhas, com a Alkiou nome grego na primeira linha (literalmente "pertencente ao Alkios"), remanescentes da palavra hebraica, na segunda linha consegue-se ler "região" e na terceira linha de forma muito gasta lê-se "Gezer". As letras gregas são maiores do que nas inscrições na fronteira em Gezer e tanto o grego como o as linhas estão no mesmo sentido. Os diretores da pesquisa procuraram publicar a inscrição o mais rápido possível em publicações científicas.
Estas descobertas em Tel Gezer precedem as descobertas do Morto Mar. estas descobertas estarão em exposição bem como os pergaminhos no Southwestern Seminary, que será aberto ao público em Fort Worth, Texas, a partir de 2 de julho de 2012 - 13 a janeiro de 2013. A exposição contará com vários antigos fragmentos do Mar Morto, incluindo sete fragmentos que nunca foram vistos publicamente, assim como muitos outros artefatos das Terras Bíblicas. Para saber mais sobre Manuscritos do Mar Morto e da exposição da Bíblia, visite www.seethescrolls.com.
Fonte

Descobertas do Qumran desde1950 a 2011

Em 1947, a primeira caverna contendo manuscritos do Mar Morto foi encontrada por pastores beduínos, ao norte de uma ruína antiga conhecida como Khirbet Qumran perto do Mar Morto. Originalmente conhecido como o ' Caverna Ain Feshkha ", os manuscritos e outros artefatos em Qumran Caverna 1 (1Q) iluminado tanto a história do texto bíblico e da variedade de pensamento no início judaísmo, e causou uma sensação internacional. O sítio mais próximo de Qumran foi escavado ao longo de cinco temporadas a partir de 1951, sob a direção do Padre Roland de Vaux, da École Biblique et Arqueológica Francesa de Jerusalém. De Vaux concluiu que este sitio remonta e incomum foi ocupada por um pouco conhecido "seita" do judaísmo mencionado por Josephus, Philo, Plínio e João Crisóstomo Dio: os essénios. Foi sugerido que eles esconderam os Manuscritos do Mar Morto antes da chegada do exército romano em 68 dC.

Enquanto de Vaux publicou uma série de importantes relatórios preliminares, ele resumiu as escavações sinteticamente apenas em suas Conferências Schweich, para a Academia Britânica, em 1959. Após sua morte em 1971, notas de Vaux de campo e materiais sobre Qumran permaneceu desconhecida até que Jean-Baptiste Humbert e Alain Chambon publicado estes em 1994 com um dossiê de planos importantes e fotografias da escavação. Esta publicação foi seguida por um volume científica. No entanto, há pontos em notas de Vaux de campo onde as leituras são duvidosas, e, além disso, existem muitos aspectos do sitio que ficou claro durante o curso de escavações e áreas em situação irregular por meio de fotografias.

Isto levou a várias disputas entre os arqueólogos, particularmente no que diz respeito à cronologia do site, com seu início de ocupação na Idade do Ferro, continuando com um novo acordo após um hiato de cerca de 500 anos. De Vaux acredita que o segundo assentamento aqui começou no final do 2 º século aC e terminou por volta de 70 dC. A data precisa para o início e o final do segundo período de liquidação, e as divisões internas de suas diferentes fases, continua a ser contestado, embora muitos estudiosos agora ver o início dessa ocupação (início do Período Ia, então Magness) como estando no início do século 1 aC e no final na década final do século 1 dC (fim do período III, para Taylor).

Dúvidas também foram levantadas sobre a identidade dos ocupantes do local, e o propósito do assentamento. Alan D. Coroa e Lena Cansdale sugeriram que Qumran do primeiro século aC ao primeiro século da era cristã era um comercial localizado em uma rota de comércio significativo, com a liquidação de servir como uma fortaleza projetada para proteger uma importante passagem ou villa. Norman Golb argumentou Qumran desta vez era uma fortaleza secular. De acordo com Yizhar Hirschfeld, seguindo as sugestões de Robert e Pauline Donceel-Voûte, Qumran era uma vila fortificada que funcionava em ligação com o comércio opobalsam lucrativo, sendo ligada por estradas de En Gedi e Jericó, assim como a Hyrcania e Jerusalém. Yizhak Magen e Yuval Peleg têm sugerido que Qumran era uma fortaleza que foi transformada em um centro de produção cerâmica. No entanto, tanto Jodi Magness e Hanan Eshel continuaram a defender muitas das conclusões mais significativas de Vaux, e salientaram chave de identificação do local como um assentamento essénio.

Dadas as muitas controvérsias sobre a natureza do sítio de Qumran e da interpretação do material permanece, nenhum dado novo que lança luz sobre as escavações é bem-vinda. As fotografias apresentadas aqui foram recentemente descobertas por Bart Wagemakers em um rico acervo pertencente ao Prof Leo Boer, agora na posse de sua viúva Annemie Boer. Em 1954, Leo Boer era um estudante de 26 anos da École Biblique et Arqueológica Francesa de Jerusalém, que visitou durante a Qumran terceira campanha de escavações (13 fevereiro - 14 abril 1954).

Suas fotografias indicam a enorme energia das escavações e seu rápido progresso, bem como fornecendo evidências de áreas obscuras do sitio. Além disso, Wagemakers Bart também foi confiada com fotografias de um jornalista, Pennarts Pedro, tomadas ao mesmo tempo, que são igualmente importantes. A Palestina Exploration Fund tem o prazer de exibir essas fotos comparativas com fotografias modernas e legendas explicativas escritas por Bart Wagemakers e Joan Taylor, e é muito grato a ambos Annemie Boer e Peter Pennarts permissão para fazer as 1950 imagens disponíveis.

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30/05/2012

Israel: tesouro de quase 3 mil anos é descoberto em jarro

Pesquisadores apresentaram nesta terça-feira em Tel Aviv um conjunto de brincos e anéis de ouro além de diversas contas descoberto em Tek Megiddo, norte do país. O tesouro estava dentro de um jarro de barro encontrado pelos arqueólogos. As informações são da agência AFP.

Segundo os pesquisadores, os objetos datam de 1100 a.C.. O tesouro de quase 3 mil anos seria da Primeira Idade do Ferro. Entre os objetos, se destacam um grande brinco e um anel de selo.
Fonte
Nota pessoal: Eis algumas das peças encontradas.

Na imagem, um anel de selo. As peças datam de aproximadamente 1100 a.C.
As peças incluem centenas de anéis, brincos de ouro e contas
A descoberta foi feita em Tel Mediggo, no norte de Israel

Descoberto perto de Silves o vestígio judaico mais antigo da Península Ibérica


A decifração da inscrição na placa de mármore encontrada no sítio das Cortes ainda está em curso (Dennis Graen)
Trata-se de uma placa de mármore que, ao que tudo indica, terá sido uma lápide funerária e que data, no mínimo, do fim do século IV da nossa era.
Quem terá sido Yehiel? Talvez um escravo judeu que viveu - e morreu - há mais de 1600 anos numa sumptuosa vila romana (uma casa senhorial) perto de Silves, no Algarve? Talvez nunca venha a saber-se. Mas o que parece estar garantido é que a descoberta agora anunciada por arqueólogos alemães, realizada em colaboração com arqueólogos portugueses, representa o mais antigo vestígio cultural judaico jamais encontrado na Península Ibérica.

A equipa de Dennis Graen, da Universidade Friedrich Schiller de Jena, na Alemanha, anda há três anos a escavar as ruínas de uma vila romana descoberta em 2005 por Jorge Correia no sítio das Cortes, próximo de São Bartolomeu de Messines e da Estrada Nacional 124. Na altura, este arqueólogo da Câmara Municipal de Silves encontrara cerâmicas e mosaicos romanos à superfície.

O concelho de Silves é rico em vestígios históricos. A descoberta foi há quase um ano, mas só agora viu confirmada a sua importância. "Isto é uma paixão", diz-nos o arqueólogo português, que, embora não tenha feito parte da equipa que procedeu à escavação, acompanhou de perto os trabalhos. "Conheço bem o terreno, e estava aqui todos os dias."

À vista encontram-se as estruturas da vila romana, com mais de cem metros quadrados, que teriam sido destinadas ao curral e outras instalações de apoio aos animais. A parte principal da vila continua por descobrir e, em Setembro, as escavações vão ser retomadas. Mas enquanto o proprietário do terreno onde decorreram até aqui as escavações não levantou qualquer obstáculo, o vizinho das terras ao lado não as autorizou, conta Jorge Correia.

Contactado pelo PÚBLICO, Graen explica de onde veio o interesse da equipa alemã por aquele local: "Em 2008, estávamos à procura de um sítio interessante para começar um projecto." O objectivo inicial era estudar o modo de vida dos habitantes do interior da província romana da Lusitânia. Enquanto a costa portuguesa já tinha sido bastante explorada, o mesmo não acontecera no interior algarvio.

Para a presidente da Câmara de Silves, Isabel Soares, a universidade alemã pode contribuir para despertar ainda mais o valor histórico do município, pois a comunidade local "não dá muitas vezes valor ao património". A importância de Silves na época do domínio árabe faz com que, a cada passo, se encontrem sinais históricos a lembrar esse passado. A propósito do novo achado na vila romana, diz Isabel Soares: "A comunidade judaica não deixará certamente de se identificar com este local."

O contacto entre especialistas alemães e portugueses "foi estabelecido por Pedro Barros, responsável pela Extensão do Algarve do Igespar" (Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico), salienta Graen. "Após termos localizado com técnicas de prospecção geofísica a posição das estruturas soterradas, começámos a escavar em 2009."

Mas naquela altura os cientistas não estavam de todo à procura de sinais da cultura judaica. "Na realidade", diz Henning Wabersich, um dos elementos da equipa de escavação, em comunicado da universidade, "estávamos à espera de encontrar alguma inscrição em latim, quando demos com a lápide." Os cientistas demorariam algum tempo a determinar em que língua estava inscrita.

A placa, de mármore, mede 40 centímetros por 60 e nela lê-se o nome "Yehiel" (um nome mencionado na Bíblia), seguido de uma série de letras cuja decifração ainda está em curso. Hastes de veado descobertas junto da lápide, que foram entretanto datadas por radiocarbono, remontam ao ano 390 da era cristã, o que sugere que a lápide não pode ser posterior a essa data.

Até aqui, o vestígio arqueológico mais antigo deixado por judeus no actual território de Portugal era uma lápide funerária com uma inscrição em latim e uma gravura de uma menorá (candelabro de sete braços) datada de quase cem anos mais tarde: 482 d.C. "Essa lápide foi encontrada na basílica paleocristã de Mértola, no Sudeste do Alentejo", diz-nos ainda Graen. Há também duas inscrições em hebraico que, salienta o investigador, "datam provavelmente dos séculos VII ou VIII e foram descobertas em Espiche (Lagos) no século XIX".O novo achado tem uma outra particularidade absolutamente inédita, para além da sua idade, como frisa Graen: "Em todo o Império Romano, nunca foi encontrado até aqui qualquer outro vestígio hebraico/judaico numa vila romana."

Perguntamos-lhe: poderá Yehiel ter sido um escravo a viver na casa de Cortes naquela altura? "Sim, seria uma possibilidade", responde. "Mas talvez o dono da casa fosse judeu - ou, mais provavelmente, talvez tenha havido um cemitério na proximidade da casa e a lápide veio dali."

Por que é que ainda não foi possível decifrar toda a inscrição? "A má qualidade dificulta a decifração", diz Graen. "Mas fui contactado ainda hoje [ontem] por mais um perito que me garante que consegue ler "O judeu recebeu a bênção do céu"."

Porém, Graen frisa que a inscrição não estará em hebraico: "Foi provavelmente escrita em aramaico ou noutra língua semita." Mas de uma coisa ele não tem dúvidas: "É a lápide do túmulo de um homem da Judeia e, portanto, é o mais antigo vestígio deixado por um judeu na Península Ibérica."

28/05/2012

Monte Ararate

"E a arca repousou no sétimo mês, no dia dezessete do mês, sobre os montes de Ararate." (Génesis 8 : 4)
Urartu era o nome de um reino no BC séculos 8 e 7 antes de Cristo, centrado na margem leste do Lago Van. Urartu é aparentado ao Arará nome bíblico, que é mencionado em 2ª Reis 19:37 como o refúgio de Senaqueribe onde foi morto pelos seus filhos. Mas Ararat é mais conhecido para os leitores da Bíblia como o lugar onde a arca de Noé pousou (Gén 8:4). Ağrı Dağı, um vulcão adormecido, com uma altitude de 16,945 pés (5.165 m), é a montanha mais alta de toda a Turquia. Ele estava dentro do território do reino de Urartu, e hoje é comumente chamado de Monte Ararat, identificando-o como o lugar de descanso do navio de Noé. O pico está permanentemente coberto por gelo e está muitas vezes obscurecida por nuvens.

Van Kalesi / Tushpa
Van Kalesi, localizado na costa oriental do lago Van, é uma crista calcária isolada uma milha (1,5 km) de comprimento, 230-265 pés (70-80 m) de largura e até 330 pés (100 m) de altura . Era o local de Tushpa antiga, capital do reino de Urartu. O nome deriva de Van Biainili, o nome Urartian tem relação com o reino, e Tushpa aparentemente deriva do nome da deusa Urartian, Tushpuea. Nesta cidadela encontraram-se inscrições em Urartian e túmulos reais. Juntamente com estras construções antigas existem outras  recentes, ou seja, do tempo  otomano.

Susi Templo de Ayanis
Ayanis era uma fortaleza Urartian e cidade a noroeste de Van Kalesi na margem do Lago Van. A fortaleza ocupa uma colina rochosa de 15 acres em tamanho, e sobe 655 pés (200 m) acima do nível do lago. O antigo nome de Ayanis foi Rusahinili Eidurukai ("Rusahinili em frente do monte Eiduru"), em honra do rei Urartian quem o mandou construir, II Rusa (ca. 678-654 aC). Em recentes escavações foram descobertas, uma sala de colunas e um templo susi, ou templo da torre. O templo susi tem uma planta quadrada com contrafortes quadrados em cada canto. A fachada do templo contém a segunda maior inscrição em Urartian.
Çavuştepe
Com vista para a Planície Gurpinar, Çavuştepe é uma fortaleza Urartian localizada a sudeste de Van Kalesi. Estende-se ao longo do topo de uma crista de calcário numa distância de 2,950 pés (900 m) e inclui duas colinas. O nome Uratian dado a esta fortaleza era Sardurihinili, em homenagem ao rei Urartian Sarduri II (ca. 765-733 aC). A fortaleza incluía um palácio, uma fortaleza, armazéns e templos.

Shabbath (Sétimo Dia)

Placa no Quarteirão Judaico na Cidade Velha
 
Torah
Shabbath deriva do verbo hebraico que significa "parar" encontrado em Génesis 2:2-3. Guardar o Sétimo Dia é um dos Dez Mandamentos e é rigorosamente observado pelos Judeus Ortodoxos. Além das obrigações religiosas, como ir a Sinagoga na noite de sexta-feira, por exemplo, muitos judeus usam o dia para passear com a família ou praticar actividades de lazer. Há uma série de proibições daquilo que pode e não pode ser feito no Sétimo Dia, mas como não existe uma definição clara na Torah, muitos judeus seguem a orientação dos rabinos. No Quarteirão Judeu na Cidade Velha, há uma placa onde se pede até aos turistas e visitantes para "não tirar fotografias" e "não fumar " no Shabbath, como é possível ler na placa acima.

25/05/2012

Primeira Descoberta Arqueológica de Belém – notícia

Foi encontrada uma pequena bolsa que os romanos usavam ao pescoço com um selo. Este foi datado da época do Primeiro Templo, na cidade de David, este marcador tem uma inscrição muito curiosa, seguramente, o local onde ele prestava serviço “Belem” e é a primeira menção conhecida da Belém antiga. Este artefacto confirma a história arqueológica de Belém e as narrativas bíblicas dos Hebreus.

A Autoridade de Antiguidades de Israel anunciaram esta descoberta com 2.700 anos de idade com a inscrição dizendo "Belém" na quarta-feira, 23 de maio de 2012. A descoberta marca a primeira menção conhecida de Belém antiga, uma cidade melhor lembrada vindo a ser o lugar onde Jesus nasceu.

Este saco, ou peça estampada de barro usada para selar um documento ou recipiente, foi usado para marcar a identidade do remetente ou autor de um documento, e era um meio essencial de marcação de propriedades ou transacções antigas. O marcador de 1,5 cm encontrado na Cidade de David em Jerusalém traz a inscrição:

Bishv'at
Bat Lechem
[Lemel] EKH

Belém Antiga desempenha um papel central na Bíblia hebraica antes de sua proeminência do Novo Testamento como o lugar onde Jesus nasceu. Em primeiro lugar mencionado na Bíblia como Efrata em Génesis 35, durante o enterro de Rachel, * Belém antiga desempenhou um papel importante na vida (e nascimento) do rei David. A cidade, localizada a apenas 5 km ao sul de Jerusalém, é mais conhecida a partir dos Evangelhos como local de nascimento de Jesus. **

Apesar da longa história bíblica da cidade, a descoberta do selador é a primeira evidência arqueológica estendendo a história de Belém a um templo da cidade ao Primeiro Período israelita. O director das escavações Eli Shukron deu uma interpretação dramática deste objeto no comunicado de imprensa IAA. "Parece que no sétimo ano do reinado de um rei (não está claro se o rei aqui referida é Ezequias, Manassés ou Josias), uma expedição foi enviada de Belém ao rei em Jerusalém. O marcador que encontramos pertence ao grupo de "fiscal" – ou seja de selos administrativos usados para selar as transferências fiscais remetidos para o sistema de tributação do Reino de Judá, no final do oitavo e sétimo séculos aC. O imposto poderia ter sido pago na forma de prata ou de produção agrícola, como vinho ou de trigo ". Shukron enfatiza, "esta é a primeira vez que o nome de Belém aparece fora da Bíblia, numa inscrição a partir do período do Primeiro Templo, o que prova que Belém era de fato uma cidade do Reino de Judá, e possivelmente também em períodos anteriores."

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Notes

* See Steve Mason’s sidebar “Where Was Jesus Born?: Bethlehem in the Bible” from the article “O Little Town of…. Nazareth?” as it appeared in Bible Review, Feb 2000, 37.
** See Jerome Murphy-O’Connor’s “Where Was Jesus Born? Bethlehem… Of Course” as it appeared in Bible Review, Feb 2000, 40-45, 50.

21/05/2012

LUGARES IMPORTANTES NO MINISTÉRIO DE JESUS

Jesus cresceu nesta cidade até a maturidade. 
Nazaré
Esta fotografia da Nazaré atual foi tirada na direção sul. Nos tempos bíblicos Nazaré era um pequeno povoado.
Eventos importantes: Néfi teve uma visão da mãe do Salvador em Nazaré (1 Néfi 11:13–22). O anjo Gabriel disse à Maria que ela conceberia o Salvador (Lc. 1:26–35). Gabriel disse a José que tomasse Maria para esposa e desse ao filho dela o nome de Jesus (Mt. 1:18–25). Jesus cresceu em Nazaré (Mt. 2:19–23; Lc. 2:4–40; 4:16). Ele pregou e anunciou na sinagoga que ele era o Messias (Lc. 4:16–21), mas o povo de Nazaré rejeitou-o (Mt. 13:54–58; Lc. 4:22–30).
Rio Jordão
O Rio Jordão nasce ao norte do Mar da Galileia, para o qual ele corre e continua na direção sul até ao Mar Morto.
Rio do Mar da Galileia.
Eventos importantes: Ló escolheu as planícies do Jordão para si próprio (Gên. 13:10–11). Josué dividiu as águas, permitindo que os israelitas cruzassem-no para entrar na terra prometida (Jos. 3:13–17, 4:1–9, 20–24). Elias, o profeta, e Eliseu separaram as águas (II Reis 2:5–8, 12–14). Naamã foi curado de lepra (II Reis 5:1–15). João Batista batizou muitas pessoas, inclusive o Salvador (Mt. 3:1–6, 13–16). (Ver Guia para Estudo das Escrituras, “Rio Jordão”.)
Cafarnaum
Somente algumas ruínas permanecem, a fim de indicar o local
 da cidade em que o Salvador realizou muitos milagres. 
Cafarnaum, localizada à margem norte do Mar da Galiléia foi o centro do ministério do Salvador na Galiléia (Mt. 9:1–2; Mc. 2:1–5). Importante e bem sucedido centro comercial e de pesca, era o lar de gentios assim como de judeus. A população do primeiro século provavelmente não superou a 1.000 pessoas. Cafarnaum localizava-se no entroncamento de importantes rotas comerciais, com terras férteis circundando-a. Os soldados romanos construíram casas de banho e armazéns aqui, o que contribuiu para a organizada estrutura social com edifícios públicos bem construídos. Apesar dos muitos milagres aqui realizados, as pessoas em geral rejeitaram o ministério do Salvador. Jesus, portanto, amaldiçoou a cidade (Mt. 11:20, 23–24). Com o tempo, Cafarnaum ficou em ruínas e permanece desabitada.
Eventos importantes: Cafarnaum era conhecida como a cidade de Jesus (Mt. 9:1–2; Mc. 2:1–5). Ele realizou muitos milagres neste lugar. Por exemplo: ele curou muitas pessoas (Mc. 1:32–34), incluindo um servo do centurião (Lc. 7:1–10), a sogra de Pedro (Mc. 1:21, 29–31), o paralítico cujo leito foi baixado através do telhado (Mc. 2:1–12) e o homem que tinha a mão mirrada (Mt. 12:9–13). Aqui Jesus também expulsou muitos espíritos maus (Mc. 1:21–28, 32–34), levantou dos mortos a filha de Jairo (Mc. 5:22–24, 35–43), e proferiu o sermão sobre o Pão da Vida na sinagoga de Cafarnaum (João 6:24–59). O Salvador disse a Pedro que pegasse um peixe no Mar da Galiléia, abrisse-lhe a boca e encontraria uma moeda para pagar um imposto (Mt. 17:24–27).
Gólgota - O Local da Caveira (Calvário)
Gólgota é o nome do local onde o Senhor Jesus foi crucificado. Deriva da palavra Aramaica "gulgulta "  (Mateus 27:33 e Marcos 15:22) e significa "local da caveira". Jerónimo usou a palavra "calvaria" na sua tradução para o Latin e por isso temos ambas as palavras, "caveira" e "Calvário."
A tradição Católica põe este local onde hoje se encontra a Igreja do Santo Sepulcro mas, é apenas uma tradição. Um outro local, de maior aceitação, pelo menos para a comunidade cristã evangélica, que é o Jardim do Túmulo, local onde hoje se encontra a imagem acima. A caveira encravada na rocha foi percebida como o possível local da Crucificação do Senhor Jesus Cristo pelo teólogo alemão Otto Thenius em 1842 mas só 40 anos depois a ideia foi amplamente difundida pelo general inglês Charles Gordon durante um sabático na érea entre 1882 e 1883.
O local parece preencher bem as poucas características descritas nos evangelhos que são:
1. Fica a uma curta distância dos muros de Jerusalém (João 19:41-42), dando a entender que havia um cemitério por perto, como até hoje há.
2. Fora de Jerusalém mas próximo de um dos seus portões (O Portão de Damasco) - Hebreus 13:12.
3. Numa área de tráfego de pedestres e viajantes (Mateus 27:39).
4. Ficava num local de execução pública.
5. O lugar chamava-se Caveira (Gólgota).
6. Havia um jardim por perto como ate hoje há. Onde também foram encontrados um túmulo na rocha, uma enorme cisterna que armazenava água para o jardim e também um lagar.
O mais interessante é que esse local fica a poucos metros do Monte Moriá, local onde Abraão quase sacrificou Isaque mas foi impedido por Deus que, ali mesmo providenciou o cordeiro para o sacrifício revelando-se ali como Jeová Jireh, o Deus da Provisão.
Horto do Sepulcro
Diversos profetas modernos expressaram sentimentos de que foi aqui que o corpo do Salvador foi colocado, no sepulcro de José de Arimateia, depois da crucificação. 
Este é um local tradicional do sepultamento do Salvador. Vários profetas modernos sentem que o corpo do Salvador foi colocado nesse horto do sepulcro.
Eventos importantes: Depois que o Salvador morreu na cruz, seu corpo foi colocado em um novo sepulcro lavrado na rocha (Mt. 27:57–60). No terceiro dia, várias mulheres foram ao sepulcro e descobriram que o corpo do Salvador não estava lá (Mt. 28:1; João 20:1–2). Os Apóstolos Pedro e João também foram ao sepulcro e viram que o corpo do Salvador não estava lá (João 20:2–9). O Salvador ressurreto apareceu à Maria Madalena (João 20:11–18).
Jardim do Getsémani
As antigas oliveiras podem ser descendentes daquelas do jardim em que o Salvador orou e suou gotas de sangue, ao iniciar a Expiação. 
Esta fotografia de uma velha oliveira foi tirada no local tradicional do Jardim do Getsémani. O Salvador orou próximo daqui após ter saído do cenáculo na noite em que foi traído.
Eventos importantes: Aqui Jesus Cristo começou a sofrer pelos pecados da humanidade (Mt. 26:36–44; Mc. 14:32–41; D&C 19:16–19). Após sua oração ele foi traído por Judas Iscariotes, e seus discípulos deixaram-no temporariamente após sua prisão no jardim (Mc. 14:50).
Ilha de Patmos
Toda essa extensão é parte da ilha do Mediterrâneo, para a qual foi banido João, o Revelador. (Ver Apoc. 1:9.) 
Uma ilha no Mar Egeu para a qual João foi banido (Apoc. 1:9). De acordo com a tradição, ele trabalhou aqui nas pedreiras de mármore.
Evento importante: João teve a grande visão conhecida como o Apocalipse (Revelação). O Senhor disse-lhe  que enviasse o livro às sete igrejas da Ásia (Apoc. 1:11).

Atenas Cidade onde Paulo Pregou o Evangelho.

Porto de Pireu
A maioria dos estudiosos acreditam que Paulo viajou para Atenas por barco a partir de Bereia e, portanto, é provável que ele tenha entrado na cidade através do grande porto de Pireu.

A porta foi originalmente construído no século 5 aC e ainda permanece nos nossos dias. Nos tempos antigos, Pireu ou Piraeus foi situada a 6 milhas de distancia de Atenas, tem parede longas e paralelas de 600 metros de distância.
Colina de Marte
Na visita a Atenas, Paul fez um discurso para os homens cultos da cidade no Areópago (Colina de Marte).
Colina de Marte é um local proeminente localizado 140 metros da Acrópole e nos dias de Paulo era o lugar de reunião do principal órgão de governo da cidade. Enquanto alguns acham que a presença de Paulo neste lugar indica um eventual processo judicial, esta tese deve-se sobretudo ao lugar. Não parece ser este o caso em Atos 17.
Templo de Zeus

Iniciada no século 6 aC, este templo foi finalmente concluída durante o reinado de Adriano no século 2 dC. Antíoco Epifânio da linha dos selêucidas fez muita construção no local entre 174-165 aC. Hoje 15 das colunas originais ainda estão de pé.
Coluna de Átalo
Esta colunata de duas camadas cobertas foi um presente à cidade pelo rei de Pérgamo, Átalo II (159-138 aC).
A coluna foi restaurada em 1953-56 para poder abrigar os artefatos de escavações de Atenas ao serem levadas a cabo pela Escola Americana de Estudos Clássicos. Ele serviu como um exemplo para o modelo da coluna Real em Jerusalém (agora em exposição no Museu de Israel).
Arco de Adriano
Construído inicialmente pelos atenienses em honra do imperador Adriano em 135 dC, este portão de mármore estava numa das ruas principais que liga a antiga cidade à moderna.

Uma inscrição a um dos lados diz: "Esta é Atenas, a cidade antiga de Teseu". Uma inscrição do outro lado diz: "Esta é a cidade de Adriano e não de Teseu".

18/05/2012

Grécia - Anfípolis

Portão da Cidade, 5 º século aC

Apenas o norte do Mar Egeu sentou Anfípolis, uma cidade do nordeste da Macedónia. Era aproximadamente 30 milhas (45 km) a sudoeste de Filipos e a 8 km da cidade Eion portuária. A cidade ficou conhecida pelo vinho, madeira, óleo, figos, ouro, prata e tecidos de lã. Foram os Trácios que fundaram esta cidade, um local estratégico militar e comercial, no século 5 aC.
Basílica Mosaicos Bizantinos

O Serviço de Arqueologia Grega tem trabalhado em escavações em Anfípolis desde 1956. As inscrições, moedas, restos de um aqueduto romano, túmulos clássicos e helenística estão entre os seus achados. As paredes, pontes, ginásio estão muito bem preservadas. Cinco igrejas foram descobertas em que vários mosaicos de chão ainda podem ser visto, mostrando representações de pássaros.
O Leão de Anfípolis

O Leão de Anfípolis foi construído no século 3 aC ou 2 e pode ter honrado Laomedon, companheiro de Alexandre, o Grande, que se tornou governador da Síria. Trazido à superfície em 1930, situa-se na cidade. Cidade onde Paulo chegou durante o 1 º século dC. Paul veio através de Anfípolis com Silas durante a sua segunda viagem missionária, viajando na Via Ignatia de Filipos a Tessalónica (Atos 17:1). Seguramente ele confrontou-se com esta estátua.
Rio Stremones

Anfípolis repousava sobre uma colina numa curva do rio Stremones, que drenava o Lago Cercinitus. O rio rodeava a cidade em três lados, enquanto um muro protegia o lado oriental da cidade. A Via Ignatia, a principal leste-oeste, esta estrada romana era a principal via entre a Ásia e a Itália, passava-se para a cidade ao longo de uma ponte sobre o Stremones no 1 º século dC.

O Rei David confirmado por Descoberta Arqueológica

A descoberta arqueológica de uma cidade fortificada comprova a narrativa bíblica do tempo do reinado de Davi descrito na Bíblia. O achado pode oferecer maior clareza para algumas referências obscuras a construções nos relatos bíblicos.

Arqueólogo da Universidade Hebraica de Jerusalém Professor Yosef Garfinkel descobriu santuários de culto que remontam ao tempo do rei David. O professor diz que a descoberta em Khirbet Qeiyafa, uma antiga cidade fortificada localizada 30 quilómetros a sudoeste de Jerusalém e adjacente ao vale de Elá, comprovam a narrativa bíblica sobre como era a região antes da construção do Templo de Salomão.

“Esta é a primeira vez que arqueólogos descobriram uma cidade fortificada em Judá datada do período do rei Davi”, explicou Garfinkel em um comunicado de imprensa. “Nem mesmo na região de Jerusalém achamos uma cidade fortificada tão bem conservada deste período”.

“Pela primeira vez na história temos objetos reais do tempo de Davi, que podem estar relacionado com os monumentos descritos na Bíblia”, comemora o comunicado de imprensa, do Ministério das Relações Estrangeiras de Israel. Curiosamente, o anúncio foi feito poucos dias após um “selo” do mesmo período ter sido localizado em Jerusalém.

O grupo de arqueólogos liderado por Garfinkel descobriu várias peças em um local de escavação perto da cidade israelense de Bet Shemesh. Eles podem ser suficientes para mudar o modo como vemos a descrição bíblica dos reinados de David e Salomão.

A descoberta é composta de três caixas esculpidas em pedra, com cerca de 20 centímetros de altura, usadas para armazenar objetos do culto.

“Seu design meticuloso corresponde às descrições bíblicas do palácio e do Templo de Salomão”, disse Garfinkel, que passou cinco anos escavando Khirbet Qeiyafa, também conhecida como a “Fortaleza de Elá”, uma cidade cercada por muralhas e localizada estrategicamente entre Jerusalém e as cidades habitadas pelos filisteus.

O Antigo Testamento narra com grande detalhe os reinados de Davi e Salomão, durante o século 10 aC, mas até hoje há pouquíssimas evidências que confirmem sua magnitude ou até mesmo a sua existência. Em Jerusalém há abundância de vestígios do período do Segundo Templo (século 6 aC), mas as referências ao primeiro Templo ainda são objeto de debate académico e político.
Um deles é um muro de 70 metros, com uma alta torre de vigia que foi desenterrada perto das muralhas da cidade antiga de Jerusalém, dois anos atrás. Ela foi identificada como um possível trabalho do rei Salomão. Estruturas fortificadas do mesmo tamanho foram encontrados em Khirbet Qeiyafa, cuja construção data entre os séculos 10 e 11 aC.

Entre os achados de agora estão peças de cerâmica, ferramentas feitas de pedra e metal, obras de arte, e três salas que serviriam de santuários. Os itens encontrados, diz Garfinkel, revelam que as pessoas que viviam ali eram monoteístas e não tinham um ícone. Ou seja, não adoravam imagens de escultura de seres humanos ou animais. Os israelitas da Bíblia eram assim, muito diferentes dos povos vizinhos.

“Ao longo dos anos, milhares de ossos de animais foram encontrados, incluindo ovelhas, cabras e gado, mas nunca de porcos. Agora descobrimos três salas de culto, com vários apetrechos, mas nenhuma imagem de culto humana ou animal foi encontrada”, disse Garfinkel.

“Isto comprovaria que a população local obedecia duas proibições bíblicas – carne de porco e imagens esculpidas. E também que seu culto diferia dos cananeus ou dos filisteus”.

Pequenos “santuários portáteis” ou “miniaturas” foram descobertos no local. Eles possuem marcas que os arqueólogos acreditam serem capazes de esclarecer o significado de algumas palavras bíblicas que perderam o seu verdadeiro significado ao longo do tempo.

Na descrição do palácio de Salomão, em 1 Reis 7:1-6, por exemplo, a palavra “Slaot” foi traduzida como “pilares”, mas agora eles dizem que seria melhor ser entendido como “triglifos”, que seriam as vigas do telhado, também comuns nos templos gregos. O termo “Sequfim”, que já tinham sido traduzida como “três ordens de janelas”, agora estão a ser compreendidas como “três portas de entrada rebaixadas”.

Foram encontradas casas na cidade cuja altura é exatamente duas vezes sua largura, como são muitos edifícios de Jerusalém. Esse seria o teste de conexão entre a capital e o que se acredita que foi a cidade bíblica de Saaraim, habitada nos tempos de Davi e Salomão e mencionada nos livros de 1 Samuel e 1 Crónicas.

“Saaraim, aqui no Vale de Elá, significa “duas portas”. É uma cidade única do período do Primeiro Templo, pois possuía duas portas de entrada, todas as outras tinham apenas uma”, disse.

Para os pesquisadores, essas últimas descobertas reforçam a corrente de estudo que vê na Bíblia um relato confiável dos acontecimentos históricos. “A precisão das descrições não nos deixa outra opção, mas quem ainda não acredita me explique como tal similaridade é possível”, finaliza Garfinkel.

Hershel Shanks, editor da revista Biblical Archaeology Review, disse ao Christian Post que as descobertas são “extremamente interessantes” e que nem 20% do local foi escavado ainda, então o mais é provável que podem haver algumas surpresas pela frente”.

17/05/2012

Arqueólogo encontra artefatos que defendem a existência do Rei David

Um arqueólogo da Universidade Hebraica de Jerusalém diz que descobriu santuários de culto que remontam ao tempo do rei bíblico David, e podem proporcionar maiores esclarecimentos para algumas referências de construção obscuros na Bíblia.
(Foto: Hebrew University of Jerusalem)
O Professor Yosef Garfinkel diz que a sua descoberta foram feitas em Khirbet Qeiyafa, uma antiga cidade fortificada a 30 quilómetros de Jerusalém e é adjacente ao Vale de Elá. Os achados confirmam a visão bíblica da região antes da construção do Templo de Salomão. O local é marcado por ter sido cenário da batalha entre David e Golias.
O pesquisador ressaltou a importância do achado, pois esta seria  a primeira vez que santuários do tempo dos monarcas israelitas são encontrados. Pois não existem outros registos que apontam a existência destes reis.
"Esta é a primeira vez que os arqueólogos descobriram uma cidade fortificada de Judá, desde o tempo do Rei David", notificou Garfinkel através de um comunicado de imprensa.
Ele ainda reforça que o lugar desmente as teses que tiram o valor da história do Rei David.
"Mesmo em Jerusalém, não temos uma clara cidade fortificada do seu período. Assim, várias sugestões que negam completamente a tradição bíblica sobre o rei David e dizem que ele foi uma figura mitológica, ou apenas líder de uma pequena tribo, agora mostram estarem errados", acrescentou.

16/05/2012

Ruínas Arqueológicas Reabrem Estudos Sobre Reinado de David e Salomão.

Objetos encontrados perto de Jerusalém correspondem a descrições feitas na Bíblia sobre palácio e templo do rei Salomão

Professor Yosef Garfinkel apresenta objeto de culto datado da era do rei Davi
Arqueólogos israelenses encontraram várias peças de culto em uma jazida perto da cidade de Beit Shemesh, a cerca de 35 quilômetros de Jerusalém, que permitirão interpretar a descrição que a Bíblia faz dos reinados de Davi e Salomão.

A descoberta, exposta nesta semana pelo professor Yosef Garfinkel, da Universidade Hebraica de Jerusalém, e por Saar Ganor, da Direção Israelense de Antiguidades, consiste em três caixas de pedra bem talhadas, e de até 20 centímetros de altura, usadas para conservar objetos de culto divino.

"Seu meticuloso desenho responde a descrições feitas na Bíblia do palácio e do templo de Salomão", diz Garfinkel, que está há cinco anos escavando em Khirbet Qeiyafa, também conhecido como Fortaleza Elá, um reduto circular amuralhado de 2,3 hectares e em uma localização estratégica entre as cidades filisteias e Jerusalém.

De cor bege rosada, duas das caixas têm uma espécie de pórtico cuja descrição, diz o pesquisador, aparece no primeiro livro de Reis.

Foram achadas em casas da cidade e sua altura é exatamente o dobro da largura - como em prédios achados em Jerusalém -, o que provam a conexão entre a que Garfinkel acredita que era a cidade bíblica de Shearaim e a Jerusalém de Davi e Salomão.

"Shearaim, que estava aqui no vale de Elá, significa 'Duas portas'. Esta cidade é a única da época do Primeiro Templo com duas portas, as demais tinham uma", ressalta.
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Para o pesquisador, os últimos achados, e outros anteriores, reforçam a corrente que vê na Bíblia um relato fidedigno do que poderiam ser eventos históricos.

"A exatidão das descrições não nos deixa outra opção e, quem não acredita, deverá também explicar como é possível semelhante similaridade", declarou.
Mas, ao contrário de outros historiadores de sua mesma universidade, ele o faz com reserva, e acredita que, como qualquer outro texto de sua natureza, a Bíblia contém episódios fidedignos e outros que não o são.

O Antigo Testamento relata com todo luxo de detalhes os reinados de Davi e Salomão no século X a.C., mas até agora não existem provas inapeláveis que confirmem a magnificência presente no ideário e arte judaico-cristã posterior ou sequer sua existência.

Em Jerusalém e arredores, proliferam ruínas do Período do Segundo Templo (séculos VI a.C. a II d.C.), mas do Primeiro (século XI a.C. a 586 a.C.) existem pouquíssimos vestígios e a maioria continua sujeita a um intenso debate académico e político.

Um deles é uma muralha de 70 metros com um monumental torreão e uma torre de vigilância desenterrados junto às muralhas da Cidade Antiga de Jerusalém, apresentada há dois anos como possível obra do rei Salomão.

Estruturas fortificadas do mesmo tamanho foram encontradas em Khirbet Qeiyafa, cuja construção os arqueólogos datam entre os séculos X e XI a.C., contemporâneas dos dois reis.

Seu desenho urbano, assinala Garfinkel, não responde ao de nenhuma cidade cananeia ou filisteia, também não ao de cidades no reino de Israel, mas se trata de um "planeamento típico" das cidades da Judeia. "É o exemplo mais recente que temos de uma cidade desse reino, e nos indica que este tipo de planeamento (urbano) já estava em uso nos tempos do rei Davi".

Ali, em um pedaço de cerâmica, também foi descoberta em 2008 a inscrição hebraica mais antiga conhecida, e que testes de carbono-14 remontam ao mesmo período.
O especialista insiste que a construção da cidade tem implicações sem precedentes para compreender esse capítulo da Bíblia, e que, com cerca de 20% já escavada, sua distribuição prova a existência de um reino centralizado que tinha sob sua autoridade várias cidades.
Fonte

14/05/2012

A Pedra Angular

1 Pedro 2:6 - Por isso também na Escritura se contém: Eis que ponho em Sião a pedra principal da esquina, eleita e preciosa; E quem nela crer não será confundido.
Esta é uma foto que mostra uma das pedras usadas na fundação do Templo de Salomão, mas não é uma pedra comum. Segundo o guia que nos acompanhou nesse tour, esta é a terceira maior pedra usada em construção civil e tem 13,6 metros de comprimento, pelo menos 3,5 metros de largura e pesa um pouco mais de 500 toneladas.
Há uma grande variedade de pedras mencionadas na Bíblia, muitas delas usadas com algum tipo de conotação espiritual ou em linguagem metafórica, figurativa ou ilustrativa. Em 1 Samuel 7:12 nós lemos sobre uma pedra chamada Ebenézer que foi posta entre Mizpá e Sem cujo significado é “ até aqui nos ajudou o Senhor. “ Juízes 15:8 diz que Sansão habitou na fenda da rocha de Etã. Êxodo 20:25 fala que as pedras usadas no altar do Senhor não podiam ser lavradas e que ferramentas não podiam tocá-las. Em 1 Reis 6:7 lemos a respeito das pedras usadas por Salomão na construção do Templo que eram lavradas na própria pedreira pois no local da construção não se ouvia o som de ferramenta feita de mental. 1 Reis 7:9-11 ainda menciona pedras de grande valor, cortadas à medida, serradas à serra por dentro e por fora; pedras finas e pedras de fundação.

13/05/2012

O Túmulo de Absalão


Salmo 3:1-5 - [Salmo de Davi, quando fugiu de diante da face de Absalão, seu filho] SENHOR, como se têm multiplicado os meus adversários! São muitos os que se levantam contra mim. Muitos dizem da minha alma: Não há salvação para ele em Deus. (Selá.) Porém tu, SENHOR, és um escudo para mim, a minha glória, e o que exalta a minha cabeça. Com a minha voz clamei ao SENHOR, e ouviu-me desde o seu santo monte. (Selá.) Eu me deitei e dormi; acordei, porque o SENHOR me sustentou.
Esse monumento no Vale de Cedrom tem sido tradicionalmente identificado como o Túmulo de Absalão, o filho rebelde do Rei David e que liderou uma rebelião contra ele. Mas, recentes estudos arqueológicos determinaram que o local pode ser datado por volta do século 1 D.C.
As crianças rebeldes eram ensinadas a atirarem pedras no "Yad Avshalom", o Monumento de Absalão, para aprenderem aonde a rebelião pode nos levar. Se alguém em Jerusalém tem um filho desobediente, deve levá-lo para o Vale de Josafá, para o Monumento de Absalão, e forçá-lo a arremessar pedras contra ele e amaldiçoar Absalão.
Uma pergunta vem à nossa mente: Como foi que isso começou? Se analisarmos 2 Samuel 16: 20 vamos ver que o pecado é mesmo como um cancer (cancro). Começa tão pequeno mas depois vai crescendo e se não atentarmos, nos destrói. Eis os versos.
Então disse Absalão a Aitofel: Dai conselho entre vós sobre o que devemos fazer. E disse Aitofel a Absalão: Possui as concubinas de teu pai, que deixou para guardarem a casa; e assim todo o Israel ouvirá que te fizeste aborrecível para com teu pai; e se fortalecerão as mãos de todos os que estão contigo. Estenderam, pois, para Absalão uma tenda no terraço; e Absalão possuiu as concubinas de seu pai, perante os olhos de todo o Israel.
Agora se voltarmos para o texto de 2 Samuel 11:1, leremos o seguinte:

PALÁCIO DA RAINHA DE SABÁ?

Foto: James Stanfield / National Geographic Image SalesGrande Zimbábue
 se destaca como o mais importante sítio arqueológico encontrado na África Subsaariana

Pensado erroneamente como a cidade da bíblica rainha de Sabá, o Grande Zimbábue se destaca como o mais importante sítio arqueológico da África subsaariana. As ruínas da antiga cidade próxima a fronteira do Zimbábue com Moçambique ainda são cheias de mistérios. Historiadores ainda busquem respostas sobre a origem e a finalidade da cidade. As provas sugerem que o povo Shona, ancestrais dos Bantu modernos, construíram o Grande Zimbábue volta do ano 1250 a.C., e que ele serviu como um centro espiritual.
Fonte

12/05/2012

Dois Lugares Bíblicos de Grande Importância.

O Monte Ebal e o Altar aos deuses.
Esta é uma descoberta controversa, porque a interpretação da descoberta está longe de ser resolvida, no entanto, o arqueólogo israelita Adam Zertal, que estudou as ruínas durante uma pesquisa arqueológica da região tribal de Manassés, em 1980, defende a interpretação de que este monte se trata do Monte Ebal. Ele escavou o sítio localizado no Monte Ebal, a montanha a partir da qual Josué pronunciou as maldições sobre o Monte Eval e Gerizim, o monte das bênçãos, estes são separados pelo vale em que as ruínas da antiga Siquém perto de Nablus moderno. Ele determinou a escavar o local, porque na pesquisa que tinha encontrado uma grande quantidade de cacos de cerâmicos espalhados sobre uma zona plana da rocha. Os fragmentos datados da Idade do Ferro, 1220-1000 a.C, o período em que, aparentemente, os israelitas tinham voltado a Canaã, bem como o período dos juízes.

As escavações começaram no outono de 1982 e foram concluídas depois de seis temporadas. O que foi revelado era um composto por uma grande estrutura retangular construída de pedras brutas, incluindo

11/05/2012

MAIS DUAS DESCOBERTAS DA ARQUEOLOGIA BÍBLICA DO SÉCULO XX

Réplica de Pilatos Inscrição em exibição em Cesareia.
A Inscrição com o Nome de Pôncio Pilatos

Pôncio Pilatos era o governador romano da Judeia quinto, sob cuja governança Jesus de Nazaré foi crucificado (Mt 27:2, mais 60 ocorrências adicionais nos evangelhos, Atos, e 1 Timóteo). Ele foi nomeado pelo imperador Tibério no ano 26 dC e suspenso pelo L. Vitélio, governador romano da Síria, em 37 dC, após o abate de um número de samaritanos no Monte de Gerizim.
Embora Pilatos também é mencionado em Josefo, Philo e Tácito e moedas emitidas durante a sua governação existir, que as inscrições para Pilatos foi descoberto em escavações italianos em Cesareia Marítima, em 1961. Antonio Frova, diretor das escavações, encontrou uma pedra com uma inscrição de três linhas: Tiberieum / [Pon] tius Pilatus / [Praef] ectus Iuda [eae] ", Tibério [o imperador romano do período] / Pôncio Pilatos / Prefeito da Judéia. A pedra faria parte da entrada no teatro em Cesareia, foi moldada para encaixar, durante estes trabalhos ou posteriormente, ela foi mutilada, mas foi facilmente reconstruído. A inscrição não só confirma a historicidade de Pilatos, esclarece o título que ele tinha como governador. Esta, encontra-se em exibição no Museu de Israel em Jerusalém.
INSCRIÇÃO Ecrom
Em 1993, arqueólogos Seymour Gitin do WF Albright Instituto de Pesquisa Arqueológica e Dothan Trude da Universidade Hebraica de Jerusalém, viviam a sua décima terceira e última temporada de escavações em Tel Miqne em Israel. Eles suspeitavam que Tel Miqne era o local de uma das principais cidades da Pentápolis filisteu, Ekron especificamente bíblico (Josué 13:3, além de 23 outras referências no AT). Em seguida, uma inscrição com dedicatória real esculpida numa laje de calcário confirmava o nome do local, juntamente com os nomes de cinco dos seus governantes, e duas delas são especificamente mencionados na Bíblia.
A inscrição foi encontrada em uma camada de destruição atribuído à conquista babilónica datando de 603 aC Foi dentro de uma estrutura de 186 por 124 metros, considerada um complexo de templos. O complexo seguiu o projeto de palácios assírios conhecidos, e uma seção continha um santuário com um pavimento de pedra, a inscrição tinha caído na destruição do pavimento. As cinco linhas da inscrição pode ler-se:
1. O templo que ele construiu ", kysh filho (Aquis, Ikausu) da Padi, filho de
2. YSD filho de Ada, filho de Ya'ir, régua de Ecrom,
3. Que ela abençoe, e
4. protege-o, e prolonga os seus dias, e abençoar
5. a sua terra.
Ambos Ikausu e o seu pai, Padi, são conhecidos a partir de registos assírios como reis de Ecrom. Anais de Senaqueribe mencionam Padi, em conexão com a campanha assíria contra a região em 701 aC, que incluiu o cerco de Jerusalém do Rei Ezequias. Padi também paga os seus impostos ao seu suserano assírio em 699 aC, como registado numa vedação de argila real, indicando uma contribuição de um talento de luz de prata, cerca de 67,5 quilos. Ikausu é numerado entre os doze reis regionais que transportava materiais de construção a Nínive para a construção do palácio de Esarhaddon (680-669 aC) e também numa lista de reis que ajudaram Assurbanipal na sua primeira campanha contra o Egito em 667 aC Os outros três reis nesta dinastia filisteu, YSD, Ada e Yair, são outra forma atestada.
Ptgyh a deusa pode ser uma divindade desconhecida dos filisteu ou, mais provavelmente, pela leitura da carta danificada um quarto do nome como "nun = n", como Pt [n] yh. [16] Isto pode ser lido como "Potnia", que significa "amante" ou "senhora", o título formal usado para várias deusas da antiga deusa grega, por detrás o título leva alguma semelhança com Asherah, uma divindade semita, já que os outros conhecidos deuses filisteus eram claramente nomes semitas: Dagon e Ba `al-Zebul. A inscrição, portanto, ajuda a confirmar que os filisteus, cujas origens estavam em Caftor = Creta, na tradição bíblica (ver Amós 9:7), tinham em grande parte assimilado a cultura cananeia nos séculos entre a sua chegada e a dedicação do templo de Ecrom.
Ver

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08/05/2012

Monte do Templo

Também conhecido como Haram, Haram Ash-Sharif, Haram esh-Sharif, o Monte Moriá, o Santuário Nobre, Plataforma do Templo

Vale de Cedrom ou Ravina de Cedrom
Muitas vezes, os visitantes perguntam por que o Monte do Templo não é o ponto mais alto da cidade, quando a Bíblia parece descrevê-lo como tal. A resposta é que a cidade hoje (incluindo a "Cidade Velha") cresceu e mudou a sua localização original. A mais antiga cidade de Jerusalém é a "Cidade de David", uma pequena colina ao sul, e inferior, o Monte do Templo.

O presente Monte do Templo foi construído por Herodes, o Grande início em 20 aC. A construção continuou durante 83 anos até 64 dC, desde a suspensão foram ocupados neste projeto cerca de 18.000 trabalhadores, uns eram aceites e outros despedidos o que gerou (os tumultos). O Monte do Templo é 1/6 do tamanho da Cidade Velha de hoje e cobre 35 hectares. A construção desta plataforma rectangular necessário preenche uma grande parte do Vale Central.

Multidões no Ramadão
Herodes ampliou o Monte do Templo existente, a fim de acomodar as multidões maiores de peregrinos judeus que vinham para as festas. Hoje os muçulmanos em Israel celebram o Ramadão, vindo para o que chamam de Haram esh-Sharif (Santuário Nobre). Mais de 400.000 muçulmanos costumam reunir-se aqui na sexta-feira final da festa. Veja Domo da Rocha.


O Dome das Tábuas
Devido ao controlo muçulmano do Monte do Templo, os arqueólogos estão impedidos de trabalhar este sitio. Consequentemente estudiosos faltam-lhes provas para determinar a localização exacta do primeiro e segundo Templos. Asher Kaufman tem a teoria de que o Santo dos Santos foi localizado originalmente não sob o Domo da Rocha, mas sob a abóbada dos Comprimidos Dome dos Espíritos).


Escadarias de Telltale
Leen Ritmeyer identificou uma grande passagem na parte inferior de uma das escadarias que ele acredita que é o topo da parede oeste do Monte do Templo pré-Herodes. Esta etapa está exatamente a 500 côvados da muralha oriental do Monte do Templo, combinando a medição Mishnaic da (aparentemente anterior) Monte do Templo. Após esta interpretação deste lugar, as autoridades preparam um novo pavimento para cobrir a parede.


O Assento da Rocha
No lado sudeste do Monte do Templo é uma "costura" de pedras, onde uma adição posterior inclina-se contra a parede anterior leste. Existe algum debate sobre a data dessa parede anterior (o último é claramente Herodes), mas Ritmeyer demonstrou de forma convincente que a parede anterior forma o canto dos 500 côvado quadrado Monte do Templo. Se esta identificação do Monte do Templo anteriormente está correto, o Templo deve ter sido localizado onde o Domo da Rocha agora se senta.

07/05/2012

A 5ª E 6ª DESCOBERTA ARQUEOLOGIA BÍBLICA DO SÉCULO XX.

5 O Selo de Baruch
Literalmente centenas de selos hebraicos e impressões de selos foram descobertos no último século e meio, quer em escavações arqueológicas ou autorizadas por curiosos clandestinos, os resultados do último terminando nas mãos de traficantes de antiguidades, posteriormente, nas mãos de colecionadores ou de estudiosos. Impressões de selos de argila endurecidos chamados de "bolhas" (sg., bulla). As bolhas têm sobrevivido na terra húmida de uma forma notável.
No Israel bíblico, papiro era a principal forma de material de escrita. Uma vez que um documento oficial foi escrito, deveeria ser enrolado, dobrado numa extremidade de um terço da largura e da extremidade oposta da mesma forma dobrada para o interior do documento, agora reduzido pela dobragem, era amarrado com uma corda e um pedaço de argila era empastado na corda atada. Em seguida, a superfície superior da protuberância da argila era pressionado com o anel do proprietário do documento ou o seu gravador. Tais documentos foram armazenados em templo ou palácio arquivos, com o selo intacto garantindo a validade do conteúdo do documento.
A razão pela qual as bolhas de barro sobreviveram é que um incêndio que destruiu o edifício e o arquivo de papiros, não consumiu os selos de argila, tornando-os praticamente indestrutíveis. A evidência do cordão atado a que a argila tinha sido ligado permanece no lado de baixo das bolhas.
Às vezes, durante a década de 1970, uma massa, contendo o carimbo e o nome do escriba de Jeremias apareceram no mercado de antiguidades e foi adquirida por um colecionador, R. Dr. Hecht. Ele permitiu que Nahman arqueólogo israelita averiguasse o lugar de proveniência deste selo, alguns destes tem origem na "Casa Queimada" ou casa de David escavada por Yigal Shiloh. A bulla ou selo estão agora no Museu de Israel. O mais importante mede 17 por 16 mm, e está marcado com um selo oval, 13 por 11 mm. Uma única linha faz fronteira com a impressão, e é dividido por duas linhas horizontais em três registos com a inscrição seguinte:
Pertence a Berequias filho de Nerias o escriba.

O script usado é pré-exílico hebraico antigo linear, ao invés do script de pós-exílico adotado pelos judeus do script contemporânea aramaico. Lendo o hebraico da direita para a esquerda, a primeira letra, Hb (l), é a preposição "para, pertencente a", e as últimas três letras, heb. (YHW) é uma forma abreviada do nome de Deus, Hb." (YHWH), a forma abreviada foi provavelmente pronunciado "yahu." O nome Baruch significa "abençoado pelo Senhor (Yahweh)."
Esta bula foi sem dúvida a partir da impressão de Baruch ben Nerias, o escrivão, que escreveu para o ditado do profeta Jeremias (Jer 36:4). Dr. Avigad expressou os seus sentimentos pessoais como ele trabalhou com a Bulla Baruch como ter a sensação "do contato pessoal com pessoas que figuram com destaque nos eventos dramáticos em que a figura gigante de Jeremias e seu fiel seguidor Baruch foram envolvidos em um momento mais crítico que precede a queda de Judá ". [11]
Avigad também publicou um selo com a inscrição "Pertencente a Seraías (ben) Nerias". Serias era o "chefe camareiro" na corte do rei Sedequias (Jr 51:59). [12] Ele acompanhou o rei de Babilónia, e ele carregava um oráculo escrito do profeta Jeremias procurando a destruição final da Babilónia, que ele estava a ler em voz alta sobre sua a chegada à cidade, depois de lançar o documento no Eufrates ( Jer 59:64). Seriah ben Nerias era o irmão de Baruch ben Nerias, e ambos eram amigos íntimos de Jeremias, o profeta.
6- Ossuário de Caifás [13]
Um caminhão bateu acidentalmente no telhado de uma tumba em novembro de 1990, durante um trabalho na Floresta da Paz de Jerusalém, levando à descoberta do ossuário que continha os ossos do Sumo Sacerdote na época de Jesus. A Floresta da Paz de Jerusalém está localizado na parte sudoeste da antiga Jerusalém, em todo o Vale do Hinom do Monte. Aqui, na encosta dos morros há um grande cemitério da era do final do segundo Templo (1 º século a.C ao primeiro século d.C). Câmaras na rocha usadas pelos judeus no período contido geralmente de quatro lóculos, prateleiras cortadas nas laterais da câmara; ossuários também são característicos e exclusivos para o período.
Um ossário é uma caixa de ossos de pedra, usados para enterramentos secundários. Inicialmente, o corpo é colocado para descansar em um nicho enterro. Após a decomposição, os ossos foram recolhidos e colocados em um ossuário, fazendo o enterro nicho disponível para um enterro subsequente. Túmulos pertenciam a famílias, para enterros posteriores foram normais. Dois de um dezena de ossários do túmulo continham uma forma de nome Qafa ', ou Caifás. Vários dos ossários foram decoradas com as tradicionais rosetas esculpidas, zig-zag padrões, e outros projetos. O ossuário mais esculpida foi decorado com dois círculos, cada uma contendo cinco rosetas, e duas vezes esculpida em um lado aparece o nome ", Yehosef bar Qafa" (José filho de Caifás). O ossuário continha os restos mortais de seis pessoas: duas crianças, uma criança com idade 2-5, um menino de 13 a para 18 anos, uma adulta feminina e um homem cerca de 60 anos. Este último acredita-se serem os ossos de Caifás, diante de quem Jesus foi levado para interrogatório (Mt 26:3, 57, Lucas 3:02, João 11:49, 18:13, 14, 24, 28, Atos 4:6 ) [14]